EUA admitem não ter provas de que Soleimani atacaria 4 embaixadas
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, admitiu neste domingo não ter visto nenhuma prova concreta de que o general iraniano Qasem Soleimani, assassinado no início deste mês em uma operação americana em Bagdá, planejava atacar quatro embaixadas do país, como afirmou o presidente Donald Trump
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247 - O Pentágono admitiu neste domingo (12) que os EUA não têm provas de que o general Soleimani atacaria quatro embaixadas norte-americanas.
"O presidente não citou uma evidência específica, e eu não o vi, no que diz respeito às quatro embaixadas", disse Esper, em entrevista à emissora "CBS News", informa a EFE.
O chefe do Pentágono afirmou, no entanto, concordar com Trump que "é provável que (os iranianos) ataquem as embaixadas, pois são o ponto de destaque da presença americana em um país".
Suas declarações se somam a mudança de narrativa de Trump para justificar a missão contra Soleimani, pois o presidente inicialmente disse que o comandante planejava ataques indefinidos contra alvos dos EUA, depois disse que queria "explodir" a embaixada em Bagdá, e depois falou sobre planos contra outras missões.
"Posso revelar que acho que provavelmente seriam quatro embaixadas", disse Trump, durante uma entrevista à "Fox News" na última sexta-feira.
Esper defendeu que o presidente nunca falou de evidências no caso das quatro embaixadas, mas disse que "acreditava" que esse era o plano de Soleimani e afirmou compartilhar dessa análise.
As mudanças na justificativa de Trump para essa missão geraram desconforto entre alguns membros do Congresso, que não receberam informações sobre a suposta ameaça a quatro embaixadas durante uma reunião que realizaram esta semana com Esper e outras autoridades, segundo vários meios de comunicação.
Além disso, a hipótese de que a operação contra Soleimani poderia fazer parte de um plano mais amplo destinado a enfraquecer os Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) ganhou força depois que o jornal "Washington Post" revelou na sexta-feira que os EUA lançaram outro ataque aéreo no Iêmen no mesmo dia da missão em Bagdá, no último dia 2.
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