Estudo do IPEA mostra como rompimento total com a Venezuela trouxe prejuízos econômicos e diplomáticos ao Brasil

Documento aponta prejuízos econômicos para o Brasil pela decisão de romper relações com o país vizinho, em 2019. Setores da ala militar do governo Bolsonaro defendem a recomposição da relação entre Brasil e Venezuela

(Foto: Reuters)


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247 - Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sugere que o rompimento das relações entre Brasil e Venezuela, na gestão do governo Bolsonaro, em 2019, causou sério impacto econômico para o Brasil. 

Intitulado “Brasil-Venezuela: evolução das relações bilaterais e implicações da crise venezuelana para a inserção regional brasileira, 1999-2021”, o estudo alerta para o prejuízo econômico com a ruptura das relações bilaterias, informa o jornal O Globo, que teve acesso ao documento.

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De acordo com a reportagem, o país deve ao Brasil em torno de US$ 880 milhões por empréstimos não pagos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), podendo chegar, nos próximos anos, a quase US$ 2 bilhões. Só em 2013,  23% do total de empréstimos do BNDES foram destinados à Venezuela, o equivalente a US$ 571 milhões. 

O rompimento com a Venezuela afetou diretamente o estado de Roraima, sede da Operação Acolhida, que recebe refugiados venezuelanos desde 2018.  A suspensão da importação de energia elétrica da Venezuela, em março de 2019, obrigou o estado a gastar cerca de US$ 275 milhões/ano para produzir energia em termelétricas a diesel, mais caras e mais poluentes, frente aos US$ 50 milhões/ano para importar energia venezuelana. 

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A reportagem revela também, que setores da ala militar do governo Bolsonaro defendem a recomposição da relação entre Brasil e Venezuela, sem que isso implique, necessariamente, reconhecer a legitimidade da Presidência de Nicolás Maduro.

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