'Esta noite será muito difícil', diz Zelensky enquanto Kiev é cercada por russos
“O inimigo usará todas as forças disponíveis para quebrar a resistência dos ucranianos”, disse o presidente de extrema direita
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247 - Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky publicou vídeo nesta sexta-feira, 25, enquanto tropas russas cercam a capital Kiev, afirmando que “esta noite será muito difícil, e o inimigo usará todas as forças disponíveis para quebrar a resistência dos ucranianos”. “Temos que nos manter firmes”, declarou. “O destino da Ucrânia está sendo decidido agora”.
“Foi um dia difícil, mas corajoso. Estamos lutando pelo nosso país em todas as linhas de frente: no Sul, Leste, Norte, em muitas cidades do nosso belo país”, disse o presidente ucraniano, apontando também que busca ajuda internacional, “lutando na linha de frente diplomática”. “É mais fácil contar quem dentre os líderes mundiais eu ainda não falei”, declarou.
“Nosso principal objetivo é acabar com essa matança. As perdas inimigas são muito graves – hoje foram centenas de soldados mortos que cruzaram nossa fronteira e entraram em nossa terra”, continuou.
“Infelizmente, também sofremos perdas. Os ucranianos resistem heroicamente à agressão russa. Essa agressão não pode ser justificada, então os ocupantes têm que apresentar acusações mais absurdas para dizer pelo menos alguma coisa”.
Negociações
Os russos querem a renúncia de Zelensky, mas já afirmaram que estão dispostos a negociar, como apontou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. Durante esta sexta-feira, 25, o governo ucraniano buscou evitar negociações, mobilizando tropas neonazistas para lutar contra os russos.
Agora, o porta-voz do governo, Sergiy Nikiforov, destacou que o presidente ucraniano está pronto para começar a negociar um cessar-fogo com a Rússia. “As partes estão se consultando sobre o local e o momento do processo de negociação”, afirmou em postagem no Facebook.
Zelensky havia sugerido anteriormente a capital polonesa de Varsóvia como um local para as negociações em vez da proposta de Minsk de Moscou, mas “desapareceu” logo depois, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
O governo da Ucrânia pediu ao primeiro-ministro israelense Naftali Bennett que sediasse e ajudasse a mediar as negociações entre os países, disse o embaixador da Ucrânia em Israel, Yevgen Korniychuk à CNN.
"Nosso presidente acredita que Israel é o único Estado democrático que tem grandes relações com a Rússia e a Ucrânia e que poderia ser usado para facilitar essas negociações", disse. Ele defendeu que Jerusalém é preferível a Minsk, pois a Bielorrússia é uma aliada próxima da Rússia, e a Ucrânia não "acredita na legitimidade" do atual presidente Alexander Lukashenko.
O governo da Hungria, do primeiro-ministro Viktor Orban, ofereceu formalmente uma plataforma para diálogo entre Rússia e Ucrânia enviando a proposta para ambas as partes, segundo a agência de notícias Sputnik.
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