Esquerda pode surpreender e levar eleição no Chile
A eleição presidencial no Chile continua sem favorito. As últimas pesquisas apontam que o ex-presidente Sebastián Piñera, da coligação Chile Vamos, tem 39,8% das intenções de voto, e o senador Alejandro Guillier, da Força da Maioria, 37,3%. As enquetes apontam ainda 23% de indecisos ou que não pretendem votar
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Da Agência Sputinik
A eleição presidencial no Chile continua sem favorito. As últimas pesquisas apontam que o ex-presidente Sebastián Piñera, da coligação Chile Vamos, tem 39,8% das intenções de voto, e o senador Alejandro Guillier, da Força da Maioria, 37,3%. As enquetes apontam ainda 23% de indecisos ou que não pretendem votar.
No primeiro turno, Piñera obteve 36% dos votos e Guillier, 22%. Agora, Piñera tenta captar votos de Antonio Cast, candidato da extrema direita, que recebeu 8% no primeiro turno, enquanto Guilier busca o apoio de Beatriz Sánchez, da Frente Ampla, a grande surpresa do primeiro turno com 20% da preferência dos eleitores. No Legislativo, a situação de Piñera é um pouco melhor: o Chile Vamos conseguiu eleger 73 deputados, ou 47% da Câmara, enquanto no Senado o partido obteve 12 das 23 cadeiras (52%).
Para Denilde Holzhacker, professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM-SP), o cenário é completamente imprevisível. Segundo ela, o grande número de indecisos e dos que pretendem não votar e o apoio real que Guillier possa obter de Sánchez vão pesar bastante nos resultados. Ao contrário do Brasil, o voto não é obrigatório no Chile.
"O Chile é um país onde os momentos políticos ora estão mais à direita, ora na centro-esquerda. Se for confirmada a vitória de Piñera, vai haver uma guinada mais à direita, mas qualquer um dos dois candidatos vai ter grandes desafios, como aumentar novamente a exportação. O país sofreu muito com a queda dos preços das commodities e agora, com o aumento do preço do cobre, há uma pequena recuperação”, analisa.
Denilde diz que a eleição no Chile dá início a um processo de renovação na América Latina, com as eleições que ocorrerão em 2018 no Brasil e na Colômbia. A especialista da ESPM-SP não vê uma volta do continente a um modelo mais conservador. Na sua visão, a crise econômica impactou profundamente os países da região, afetando mais os governos de linha mais progressista que tinham programas de inclusão social e distribuição de renda.
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