Especialista alerta: Brexit esconde uma agenda ultraliberal
O professor e especialista Alfredo Saad alerta que, por trás do discurso nacionalista que envolve o Brexit, existe uma agenda "ultraliberal". “A crise com o Brexit pode ser comparada com o início da Segunda Guerra Mundial", acrescenta, em análise à TV 247. Assista
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247 - O professor Alfredo Saad, integrante da Faculdade de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres (SOAS) expôs, em análise à TV 247, que o Reino Unido encontra-se “desgovernado” após o resultado do referendo que optou pela saída da União Europeia e explica que, por trás de “um discurso nacionalista”, existe a implementação de um programa ultraliberal, assim como ocorre em países como Brasil e Estados Unidos.
“A crise com o Brexit pode ser comparada com o início da Segunda Guerra Mundial, não existe uma divisão política tão grande desde então”, alerta.
Ele acredita que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, quer se transformar em um novo herói para o Reino Unido, mas que não possui nenhum “traquejo político ou competência para coordenar o governo”.
“Ele não tem capacidade para implementar um projeto tão complexo como o Brexit”, acresenta.
Como o Brexit venceu o referendo de 2016?
O professor observa ainda que o Brexit aglomera convergências vividas na Inglaterra há bastante tempo. “Existe a insatisfação de setores financeiros que deseja a remoção de limitações e regulamentações que restringem a operação de algumas empresas na União Européia”, explica.
Além disso, elucida Saad, existe também insatisfações por conta de um capital tradicional, nacional, e que foram prejudicados com o ingresso do País na União Europeia.
“Há também a insatisfação de classes trabalhadoras urbanas que se viram muito prejudicadas com a transnacionalização produtiva. A consequência disso foi um processo intenso de desindustrialização”, constata.
Perdas
O professor classifica o projeto do Brexit como algo “destrutivo”. “Existia uma campanha durante o referendo de 2016 que a saída da UE poderia causar uma explosão de crescimento na economia. No entanto, hoje está claro que a economia vai sofrer um impacto de perda de 5 a 10% do PIB”.
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