Espanha acredita que Rússia tentou influenciar independência da Catalunha

Madri acredita que grupos sediados na Rússia usaram redes sociais para defender enfaticamente o referendo de independência realizado pela Catalunha no mês passado na tentativa de desestabilizar a Espanha, disseram os ministros espanhóis da Defesa e das Relações Exteriores ; segundo eles, grupos russos dos setores estatal e privado, além de grupos da Venezuela, usaram Twitter, Facebook e outros sites da internet para divulgar maciçamente a causa separatista e influenciar a opinião pública na véspera da votação de 1o de outubro.

Manifestantes levantam bandeiras da Catalunha durante protesto, em Barcelona 03/10/2017 REUTERS/Enrique Calvo
Manifestantes levantam bandeiras da Catalunha durante protesto, em Barcelona 03/10/2017 REUTERS/Enrique Calvo (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - Madri acredita que grupos sediados na Rússia usaram redes sociais para defender enfaticamente o referendo de independência realizado pela Catalunha no mês passado na tentativa de desestabilizar a Espanha, disseram ministros espanhóis nesta segunda-feira.

Os titulares da Defesa e das Relações Exteriores disseram ter indícios de que grupos russos dos setores estatal e privado, além de grupos da Venezuela, usaram Twitter, Facebook e outros sites da internet para divulgar maciçamente a causa separatista e influenciar a opinião pública por trás desta na véspera da votação de 1o de outubro.

Os líderes separatistas catalães negaram que uma interferência da Rússia os tenha ajudado na eleição.

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"O que sabemos hoje é que muito disto veio do território russo", disse a ministra da Defesa espanhola, Maria Dolores de Cospedal, sobre o apoio vindo da Rússia através da Internet.

"Estes são grupos que, pública e privada(mente), estão tentando influenciar a situação e criar instabilidade na Europa", disse ela aos repórteres após uma reunião de chanceleres e ministros da Defesa da União Europeia em Bruxelas.

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Indagado se Madri está certa das acusações, o chanceler espanhol, Alfonso Dastis, também presente ao encontro, respondeu: "Sim, temos provas".

Dastis disse que a Espanha detectou contas falsas em redes sociais, metade das quais foram rastreadas na Rússia e outras 30 por cento na Venezuela, criadas para amplificar os benefícios da causa separatista republicando mensagens e postagens.

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Ramon Tremosa, parlamentar do PDeCat, partido do líder separatista catalão, Carles Puigdemont, na UE, repetiu nesta segunda-feira que a interferência russa não teve nenhum papel no referendo.

"Aqueles que dizem que a Rússia está ajudando a Catalunha são aqueles que ajudaram a frota russa nos últimos anos, apesar do boicote da UE", tuitou Tremosa em referência a reportagens da mídia espanhola segundo as quais a Espanha está permitindo que navios de guerra russos reabasteçam em seus portos. Aqueles que votaram no referendo optaram na sua maioria pela independência, mas o comparecimento foi só de cerca de 43 por cento, já que grande parte dos catalães favoráveis à permanência da região na Espanha boicotou a consulta.

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Dastis afirmou ter abordado o assunto com o Kremlin. Moscou negou várias vezes qualquer interferência do tipo e acusa o Ocidente de uma campanha para desacreditar a Rússia.

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