Escalada militar eleva tensão na fronteira entre Rússia e Europa Ocidental
A tensão militar no norte da Europa se elevou nesta terça. A Rússia interceptou aviões da Otan. Moscou apresentou queixa formal por um exercício militar americano na Estônia
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247 - Um dos focos de tensão militar no momento é o território russo de Kaliningrado, entre a Polônia e a Lituânia, que tem sido palco frequente de exercícios militares.
A Otan tem realizado manobras militares na região. Nesta terça-feira (1), dois aviões de reconhecimento P-3 Orion da aliança atlântica foram interceptados pela Rússia.
No mar Báltico, um modelo alemão foi afastado da fronteira russa por um caça Su-27. Já no gélido mar de Barents, outro desses quadrimotores a hélice foi interceptado por um MiG-31 e escoltado para longe das águas russas.
A esses incidentes se somam diversos outros nas últimas duas semanas. Na sexta (28), um bombardeiro estratégico B-52 americano foi perseguido por um Su-27 russo que, segundo a Otan, violou o espaço aéreo da Dinamarca -o comando militar de Moscou nega.
A situação preocupa também países europeus que não fazem parte da Otan, como a Suécia, que aumentou o nível de seu alerta militar na semana passada devido às ações de russos e ocidentais no Báltico.
Também nesta terça, a embaixada russa em Washington protestou contra o primeiro exercício dos EUA com munição real fora de uma base sua na Europa, justamente na Estônia, vizinha da Rússia e próxima da Bielorrússia.
Os treinamentos começaram na terça-feira (1) e vão até o dia 10, envolvendo forças estonianas e um batalhão de artilharia do Exército americano, usando lançadores múltiplos de foguetes. "Essas ações são provocativas e extremamente perigosas para a estabilidade regional", afirmou comunicado da embaixada.
"Qual sinal os membros da Otan querem nos enviar? Quem está de fato escalando as tensões na Europa? Como os americanos iriam reagir se nós estivéssemos dando tais tiros junto à fronteira dos Estados Unidos?", disse o texto.
O presidente da Bieolorrússia, Aleksandr Lukachenko, acusou a Otan, aliança militar ocidental de interferir em seu país desde as eleições presidenciais de 9 de agosto e colocou suas forças em alerta máximo. Lukashenko é aliado do presidente russo Vladimir Putin, que lhe prometeu ajuda militar caso as pressões externas se agravem, informa a Folhapress.
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