Ernesto Araújo manda diplomatas brasileiros só obedecerem ao governo ilegítimo na Venezuela

Em decisão que confirma a opção de imitar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seguir os passos da "diplomacia" imperial, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, baixou a ordem de que os diplomatas brasileiros em Caracas ignorem as determinações do presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro; segundo Araújo, representantes da missão brasileira permanecerão na Venezuela, mas responderão apenas ao deputado Juan Guaidó, que se autoproclamou nesta quarta-feira (23) presidente interino da Venezuela

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247 - Em decisão que confirma a opção de imitar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seguir os passos da "diplomacia" imperial, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, baixou a ordem de que os diplomatas brasileiros em Caracas ignorem as determinações do presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro. Segundo Araújo, representantes da missão brasileira permanecerão na Venezuela, mas responderão apenas ao deputado Juan Guaidó, que se autoproclamou nesta quarta-feira (23) presidente interino da Venezuela.

Juntamente com os Estados Unidos e demais países satélites do chamado Grupo de Lima, o Brasil, sob a liderança do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro, apoia Juan Guaidó e o reconhece como a única autoridade legítima.

O chanceler Ernesto Araújo indicou que não vai retirar da Venezuela os diplomatas brasileiros. "Eles ficam", disse na manhã desta quinta-feira (24), em Davos. Outra orientação, segundo ele, seria a de apenas manter contatos com a equipe de Guaidó.

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Dessa maneira, atende ao apelo do deputado Guaidó, que enviou carta a todas as embaixadas estrangeiras em Caracas expressando o desejo de que os países "mantenham sua presença diplomática em nosso país".

Guaidó insta os governos estrangeiros a ignorar as ordens de Maduro. "Peço que desconheçam qualquer ordem ou disposição que contradiga o firme propósito do poder legítimo da Venezuela, que em virtude da Constituição, ostento, de que as missões diplomáticas, chefes de missões e todos seus funcionários continuem operando na Venezuela com normalidade e que se respeitem todas as imunidades e privilégios".

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Esses fatos na área diplomática indicam que nesta quinta-feira (24) prossegue a tentativa de golpe na Venezuela. O governo legítimo do presidente Nicolás Maduro resiste e na área externa conta com o apoio de países como Rússia, China, Turquia, Irã, Síria, México, Cuba e Bolívia.

Entre as variáveis que os Estados Unidos e seus países satélites cogitam estão a intervenção militar ou a proclamação de uma espécie de "governo no exílio", com o qual os golpistas sabotariam as relações internacionais do governo de Nicolás Maduro, segundo opinião do embaixador venezuelano na Rússia.

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