Erdogan manda libertar 750 soldados golpistas
Em um gesto de "união", presidente turco disse que retiraria os processos judiciais contra aqueles que o insultaram; mais de 60 mil pessoas foram presas, removidas ou suspensas de suas funções por suspeitas de ligação com a tentativa de golpe, no qual tanques, helicópteros e caças foram mobilizados no esforço para derrubar o governo; aliados ocidentais da Turquia condenaram o golpe, durante o qual Erdogan disse que 237 pessoas morreram e mais de 2.100 ficaram feridas
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ANCARA/ISTAMBUL, Turquia (Reuters) - A Turquia libertou neste sábado (30) mais de 750 soldados que foram detidos após uma tentativa de golpe frustrada, noticiou a mídia estatal, enquanto o presidente Tayyip Erdogan disse que retiraria os processos judiciais contra aqueles que o insultaram, num gesto de "união".
Mais de 60 mil pessoas foram presas, removidas ou suspensas de suas funções por suspeitas de ligação com a tentativa de golpe, no qual tanques, helicópteros e caças foram mobilizados na tentativa de derrubar o governo.
Os aliados ocidentais da Turquia condenaram o golpe, durante o qual Erdogan disse que 237 pessoas morreram e mais de 2.100 ficaram feridas, mas foram surpreendidos pelo tamanho da repressão subsequente.
A agência de notícias estatal Anadolu noticiou que 758 soldados foram libertados sob a recomendação de procuradores, após terem prestado depoimento. Um juiz concordou com a medida, alegando que as detenções era desnecessárias, segundo a Anadolu. Outros 231 soldados continuam sob custódia, disse a agência.
(Reportagem de Yesim Dikmen e Humeyra Pamuk)
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