Erdogan convida todos os muçulmanos para visitar Jerusalém em apoio à Palestina

O presidente turco descreveu o tratamento de Israel aos palestinos como "racista" e "discriminatório" e sugeriu que turcos e outros muçulmanos visitassem Jerusalém "mais frequentemente" para apoiar a luta palestina por um Estado independente

Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, durante encontro em Istambul. 13/11/2015 REUTERS/Osman Orsal
Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, durante encontro em Istambul. 13/11/2015 REUTERS/Osman Orsal (Foto: Leonardo Attuch)


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Da Agência Sputinik

O presidente turco descreveu o tratamento de Israel aos palestinos como "racista" e "discriminatório" e sugeriu que turcos e outros muçulmanos visitassem Jerusalém "mais frequentemente" para apoiar a luta palestina por um Estado independente.

Ao afirmar que a ocupação israelense de dez anos da Faixa de Gaza "não tem lugar na humanidade", Recep Tayyip Erdogan destacou que a "única solução" para a questão israelense-palestina é estabelecer "um Estado palestino totalmente soberano e independente, com Jerusalém Oriental como sua capital nas linhas de 1967".

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O destino de Jerusalém é uma das questões-chave do processo de paz israelense-palestino. Tanto Israel como os palestinos querem ver o berço religioso histórico como sua capital. As Nações Unidas consideram Jerusalém Oriental como território palestino ocupado, mas esperam que um dia Jerusalém possa se tornar a capital de dois Estados, Israel e Palestina.

 

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No entanto, Israel se recusa a compartilhar a Cidade Santa anexada em 1967. Com Donald Trump na presidência, Israel espera que Washington seja o primeiro grande poder a reconhecer suas reivindicações quanto a Jerusalém.

Por sua vez, Erdogan disse que a Turquia continuará a apoiar "os esforços diplomáticos do presidente palestino Mahmoud Abbas". O presidente turco acredita que a comunidade internacional deva dar mais atenção às questões relacionadas a Jerusalém.

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"Al-Quds [Jerusalém] é sagrada para todas as três religiões divinas", disse Erdogan, frisando que a cidade deva permanecer como símbolo da luta palestina e que, além disso, os turcos devem apoiar.

"Tanto em termos de nossa religião como da responsabilidade histórica, Al-Quds e a luta de nossos irmãos palestinos por direitos e justiça é de grande importância para nós. Continuaremos nos esforçando para que Al-Quds se transforme em uma cidade pacífica".

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Para ajudar palestinos, Erdogan pediu que mais muçulmanos visitassem Jerusalém:

 

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"Nós, como muçulmanos, devemos visitar Al-Quds com mais frequência", disse Erdogan, observando que apenas 26.000 turcos visitaram a cidade sagrada em 2015, em comparação com 600.000 americanos e 400.000 visitantes russos. 

O presidente turco também criticou as ações israelenses que visam censurar as preces muçulmanas (adhan), especialmente nas primeiras horas do dia por meio de alto-falantes.

"Se vocês têm fé em sua religião, por que têm medo do adhan?", perguntou Erdogan. "Não vamos permitir que o adhan seja interrompido em Al-Quds".

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Em março, o parlamento israelense aprovou um projeto de lei que proibiria o uso de alto-falantes em Israel entre as 11 horas da noite e às 7 horas da manhã. Todavia, o projeto de lei ainda não entrou em vigor.

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