Equador pede investigação de funcionários públicos sobre propinas da Odebrecht

Vice-presidente do Equador, Jorge Glas, apresentou na Procuradoria do país um "pedido extenso de investigação" dos funcionários públicos relacionados aos projetos com a empresa Odebrecht; "Este é um pedido extenso de investigação a todos os funcionários que tiveram projetos com esta empresa que sabemos que tem práticas corruptas", afirmou; Equador abriu uma investigação após a revelação da Justiça americana, em dezembro, de que a construtora brasileira pagou entre 2007 e 2016 US$ 33,5 milhões (R$ 106 milhões) a funcionários do país

Logo da Odebrecht em Lima, capital do Peru. 28/06/2016 REUTERS/Janine Costa
Logo da Odebrecht em Lima, capital do Peru. 28/06/2016 REUTERS/Janine Costa (Foto: Paulo Emílio)


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Agência Brasil - O vice-presidente do Equador, Jorge Glas, apresentou hoje (4) na Procuradoria do país um "pedido extenso de investigação" dos funcionários públicos relacionados aos projetos com a empresa Odebrecht.

"Este é um pedido extenso de investigação a todos os funcionários que tiveram projetos com esta empresa que sabemos que tem práticas corruptas", afirmou Glas em entrevista transmitida por meios locais.

O vice-presidente, reeleito em 2 de abril, solicitou que seja fixada "a data e a hora" para que "ministros e ex-ministros", junto com "gerentes e ex-gerentes", sejam chamados "a dar versões" dos negócios executados com a construtora brasileira. A informação é da Agência EFE.

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No entanto, esclareceu que este pedido "não significa (...), e esclareço com muito esforço, que exista suspeita de nenhuma natureza".

O procurador-geral do Equador, Galo Chiriboga, que acompanhou Glas em seu comparecimento, sustentou que desde seu escritório o pedido é visto "desde a perspetiva de que é possível cooperar com a descoberta dos fatos".

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O Equador abriu uma investigação após a revelação da Justiça americana, em dezembro, de que a construtora brasileira pagou entre 2007 e 2016 US$ 33,5 milhões (R$ 106 milhões) a funcionários do país andino.

O caso de corrupção é investigado também na Argentina, Chile, Colômbia, México, Portugal, Peru, República Dominicana, Venezuela e Brasil. No final de 2016, o Departamento de Justiça dos EUA revelou que a multinacional admitiu ter pago US$ 788 milhões em (R$ 2,5 bilhões) subornos em 12 países da América Latina e África.

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A multinacional brasileira alcançou acordos judiciais com os Governos de EUA, Brasil e Suíça, e pagará multas que somam pelo menos US$ 2 bilhões.

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