Equador anuncia saída da Alba em resposta à crise da Venezuela

O Equador, presidido por Lénin Moreno, anunciou nesta quinta-feira que deixará a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba) em resposta à crise humanitária enfrentada pela Venezuela e o consequente êxodo de venezuelanos, que requer, segundo o governo do país, "uma solução de todas as nações" da região.

Equador anuncia saída da Alba em resposta à crise da Venezuela
Equador anuncia saída da Alba em resposta à crise da Venezuela (Foto: Daniel Tapia - Reuters)


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Agência EFE - O Equador anunciou nesta quinta-feira que deixará a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba) em resposta à crise humanitária enfrentada pela Venezuela e o consequente êxodo de venezuelanos, que requer, segundo o governo do país, "uma solução de todas as nações" da região.

"O Equador não continuará sua participação dentro da Alba e tampouco se integrará a outro grupo de países que não propiciem situações construtivas", anunciou o ministro de Relações Exteriores do país, José Valencia, em entrevista coletiva realizada em Quito.

O chanceler explicou que a saída é uma forma de o Equador "reforçar" a busca de uma solução para o problema da Venezuela. Além disso, afirmou que o governo do país mantém uma "posição de princípios" que não se alinha com nenhum grupo em particular.

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"O governo do Equador está frustrado com a falta de vontade política do governo da Venezuela, que não buscou uma solução para seu problema", afirmou o chefe da diplomacia do país.

A Alba nasceu como um mecanismo para a cooperação dos países da América Latina e do Caribe, baseado na solidariedade e na complementaridade das economias de seus membros, uma alternativa à proposta da Área de Livre-Comércio das Américas (Alca), feita pelos Estados Unidos.

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A participação do Equador na Alba começou a entrar em xeque desde a chegada de Lenín Moreno à presidência do país, em maio de 2017, e em círculos políticos e diplomáticos se dizia que era uma questão de tempo para se concretizar.

A decisão foi anunciada pelo chanceler em uma entrevista coletiva de vários ministros no Palácio de Carondelet, sede da presidência, que tinha como tema a migração em massa de venezuelanos rumo ao Equador.

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Valencia destacou que este problema "não pode ser encarado por um país individualmente", mas exige "uma resposta de todas as nações da região", e que a saída do Equador da Alba visa estimular essa solução.

"A saída de cidadãos venezuelanos de seu país é consequência da crise econômica e política da Venezuela. As repercussões são regionais, mas o Equador será sempre solidário", acrescentou o chanceler, além de classificar como "desumana" a atuação do governo da Venezuela por permitir que milhões de pessoas saiam do país como fruto de uma crise política, econômica e social.

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