Envio de 'forças de paz' à Ucrânia seria "imprudente" e pode arrastar Otan para a guerra, diz Rússia

"Este será o choque direto entre as Forças Armadas russas e da Otan que todos não só tentaram evitar, mas disseram que, em princípio, não deveria ocorrer", disse Dmitry Peskov

Vladimir Putin, Dmitry Peskov e Joe Biden
Vladimir Putin, Dmitry Peskov e Joe Biden (Foto: Reuters/Evgenia Novozhenina | Tom Brenner/Reuters | Host Photo Agency/via Reuters)


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Reuters - A Rússia condenou nesta quarta-feira o que chamou de uma proposta "imprudente" da Polônia de enviar forças internacionais de paz para a Ucrânia e advertiu que isso poderia levar a um confronto direto entre as forças russas e as da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

>>> Polônia cogita propor à Otan envio de "tropas de paz" à Ucrânia

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A Polônia disse na sexta-feira passada que apresentaria formalmente uma proposta para uma missão de paz na Ucrânia na próxima cúpula da Otan.

Perguntado sobre a iniciativa, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse: "Seria uma decisão muito imprudente e extremamente perigosa".

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Ele disse aos repórteres em uma teleconferência que qualquer possível contato entre as forças russas e da Otan "poderia ter consequências claras que seriam difíceis de reparar".

A Rússia enviou dezenas de milhares de tropas para a Ucrânia em 24 de fevereiro no que chamou de uma operação especial para destruir as capacidades militares de seu vizinho do sul e expulsar pessoas que chamou de nacionalistas perigosos.

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As forças ucranianas montaram uma forte resistência e o Ocidente impôs sanções severas à Rússia, num esforço para forçá-la a retirar suas tropas.

Falando em Kiev na semana passada, o líder do partido governista da Polônia, Jaroslaw Kaczynski, disse: "Penso que é necessário ter uma missão de paz --a Otan, possivelmente alguma estrutura internacional mais ampla-- mas uma missão capaz de se defender, que operará em território ucraniano".

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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, também atacou a proposta em comentários aos funcionários e estudantes do Instituto Estadual de Relações Internacionais de Moscou nesta quarta.

"Este será o choque direto entre as Forças Armadas russas e da Otan que todos não só tentaram evitar, mas disseram que, em princípio, não deveria ocorrer", disse ele.
 

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