Enviado dos EUA para o Irã não acredita que acordo nuclear esteja próximo
Já o representante do Irã acredita que um acordo imediato seja possível, sob determinadas condições
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Reuters - O enviado especial dos Estados Unidos para o Irã, Robert Malley, disse neste domingo (27) que não está confiante em que um acordo nuclear entre as potências mundiais e o Irã seja iminente após 11 meses de negociações em Viena, que estão paralisadas.
O fracasso dos esforços para restaurar o pacto pode acarretar o risco de uma guerra regional, ou levar a sanções ocidentais mais duras ao Irã, e a contínua pressão ascendente sobre os preços mundiais do petróleo que já estão altos devido ao conflito na Ucrânia, dizem analistas.
"Não posso ter certeza de que [o acordo] é iminente... alguns meses atrás, também pensávamos que estávamos muito próximos, disse Malley na conferência internacional do Fórum de Doha.
“Em qualquer negociação, quando há questões que permanecem em aberto por tanto tempo, isso diz algo sobre o quão difícil é preencher a lacuna”.
Sua avaliação das negociações em Viena para reviver um acordo nuclear de 2015 veio depois que Kamal Kharrazi, conselheiro sênior do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse que um acordo poderia chegar em breve.
"Sim, é iminente. Depende da vontade política dos Estados Unidos", disse Kharrazi na conferência.
Kharrazi disse que, para que o acordo seja revivido, é vital que Washington remova a designação de organização terrorista estrangeira contra a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), uma unidade de elite diretamente subordinada ao líder supremo do país, o Aiatolá Khamenei.
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