Enviado da ONU pede ação na Palestina "antes que seja muito tarde"

O coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, apelou aos líderes palestinos e israelenses a retornarem às negociações sobre a chamada solução de dois Estados; "É melhor evitar um conflito que ninguém quer, antes que seja muito tarde", disse o enviado especial da ONU

O coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, apelou aos líderes palestinos e israelenses a retornarem às negociações sobre a chamada solução de dois Estados; "É melhor evitar um conflito que ninguém quer, antes que seja muito tarde", disse o enviado especial da ONU
O coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, apelou aos líderes palestinos e israelenses a retornarem às negociações sobre a chamada solução de dois Estados; "É melhor evitar um conflito que ninguém quer, antes que seja muito tarde", disse o enviado especial da ONU (Foto: Charles Nisz)


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Da Agência Brasil

O coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov,  apelou aos líderes palestinos e israelenses a retornarem às negociações sobre a chamada solução de dois Estados. Num informe apresentado hoje (20) ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, ele disse que é urgente enfrentar o rápido aumento da insegurança na Faixa de Gaza. A informação é da ONU News.

Para evitar "um conflito que ninguém quer" o apelo às partes é que "ajam antes que seja muito tarde", disse Mladenov. Ele declarou ainda que a política da construção de assentamentos israelenses ilegais nos territórios palestinos ocupados viola a resolução 2334 da ONU. E apontou também a "preocupação muito séria" com a continuação dos atentados terroristas e de atos de violência.

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Por outro lado, o coordenador das Nações Unidas elogiou os passos positivos dados por Israel para melhorar o estado da economia palestina e disse que se continuarem, "aumentarão significativamente a autoridade civil local". Mladenov alertou que a Faixa de Gaza é um "barril de pólvora" e que os seus 2 milhões de habitantes não podem mais continuar "reféns das divisões".

Para o representante da ONU, todos os problemas sobre o estatuto final da área podem ser resolvidos por acordo mútuo através da lei internacional e das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, se as negociações recomeçarem "com seriedade".

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Ele disse que Israel não cumpriu suas obrigações em relação ao fim de todas as atividades de assentamento no território palestino ocupado. E citou planos de construção de 4 mil novas habitações anunciados nos últimos meses.

Por outro lado, Mladenov condenou a prática das autoridades palestinas de exaltar "terroristas que cometem ataques como heróis e mártires".

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Eletricidade
O coordenador mencionou também a disputa sobre os pagamentos de eletricidade entre as facções palestinas que deixam a população sem luz durante a maior parte do dia. A Faixa de Gaza depende atualmente de 60% da eletricidade vinda de Israel, do Egito e de uma operação de emergência coordenada pela ONU, cujo financiamento expira em dois a três meses.

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