Ensaísta francês é condenado a prisão por negar a existência do Holocausto

O ensaísta francês de extrema direita Alain Soral foi condenado nesta segunda-feira (15) pelo Tribunal Penal de Paris a um ano de prisão por contestar a existência do Holocausto

Ensaísta francês é condenado a prisão por negar a existência do Holocausto
Ensaísta francês é condenado a prisão por negar a existência do Holocausto (Foto: REUTERS/Jacky Naegelen)


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RFI - O ensaísta francês de extrema direita Alain Soral foi condenado nesta segunda-feira (15) pelo Tribunal Penal de Paris a um ano de prisão por contestar a existência do Holocausto.

Soral, cujo nome verdadeiro é Alain Bonnet, 60, foi condenado por negação do Holocausto e por publicar em seu site textos de seu advogado sobre outro caso. Ele não estava presente na leitura da deliberação no Tribunal de Paris.

Seu advogado, Damien Viguier, foi condenado a pagar uma multa de €5.000 por cumplicidade, devido ao conteúdo dessas conclusões.

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O tribunal foi além da acusação da promotoria por Soral, que já foi condenado várias vezes, principalmente por provocar ódio racial.

Na audiência, em 5 de março, a acusação havia pedido seis meses de prisão em regime fechado contra ele e €15.000 de multa contra seu advogado.

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Ambos terão de pagar um euro simbólico de danos a quatro associações civis antirracistas, além de €1.500 em custos legais para cada uma delas.

Condenação anterior

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Em 2016, o site de Alain Soral, Igualdade e Reconciliação, publicou um desenho representando uma primeira página de jornal intitulada "Chutzpah Hebdo", com a cara de Charlie Chaplin diante da estrela de David em que ele pergunta: “Holocausto, cadê você?”, em referência a uma controversa capa do semanário satírico francês "Charlie Hebdo", após os ataques em Bruxelas, "Papai, cadê você?".

Por esta publicação julgada negacionista, Soral foi definitivamente condenado a €10.000 de multa no dia 26 de março, com a possibilidade de prisão em caso de falta de pagamento.

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Em novembro de 2017, Soral publicou neste mesmo site as conclusões de seu advogado Damien Viguier neste caso. No texto, Viguier fala sobre um sapato e uma peruca representados no desenho condenado.

"Sapatos e cabelos referem-se aos lugares de memória organizados como locais de peregrinação. Há pilhas desses objetos, para atingir a imaginação", escreveu o advogado. "O corte de cabelo é praticado em todos os lugares de concentração e é explicado pela higiene", escreveu ele novamente, citando em seguida o negador do Holocausto Robert Faurisson.

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No que diz respeito a dois outros detalhes do desenho, "sabão e abajur", o advogado alegou que os sabonetes feitos de gordura humana pelos nazistas ou os abajures em pele humana eram apenas "propaganda de guerra. "

A Liga Internacional Contra o Racismo e o Antissemitismo e a União de Estudantes Judeus na França haviam relatado essas observações ao promotor.

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(Com informações da AFP)

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