Encontro de partidos e movimentos sociais em Havana discute combate ao neoliberalismo na América Latina

Começa nesta sexta-feira e vai até domingo o Encontro Anti-imperialista de Solidariedade pela Democracia e contra o Neoliberalismo na capital cubana, Havana. Durante o Encontro, as assinaturas coletadas desde o dia 15 de outubro pelas organizações sociais cubanas serão entregues pelo Instituto Cubano de Amizade com os Povos à delegação brasileira que participará do evento

(Foto: Divulgação)


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Opera Mundi - Mais de mil representantes de partidos políticos e movimentos populares de cerca de 80 países estarão em Havana, capital de Cuba, a partir desta sexta-feira (01/11) até domingo (03/11) para participar do Encontro Anti-imperialista de Solidariedade pela Democracia e contra o Neoliberalismo, evento que se propõe a debater os desafios da esquerda da América Latina contra os ataques do imperialismo e do sistema neoliberal na região.

Segundo Fernando González Llort, presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), uma das entidades que organizam o encontro, o evento acontece em um momento específico na América Latina, onde levantes populares e resultados eleitorais confirmam que não existe um retrocesso da esquerda na região.

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"Necessitamos que o movimento de solidariedade compreenda a particularidade específica deste momento, porque a guerra econômica contra Cuba não está isolada de uma ofensiva por parte dos centros imperiais e dos Estados Unidos contra todo o continente", disse Llort.

O Encontro Anti-imperialista se divide em seis comissões temáticas com o intuito de debater temas relevantes para o cenário latino-americano. As pautas passam por solidariedade a Cuba, livre comércio das transnacionais, guerra cultural, juventude e integração das identidades da Pátria Grande.

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De acordo com o presidente do ICAP, as comissões são temáticas, mas os debates passarão por diversos outros temas com "as causas dos povos de Porto Rico, do povo Saharaui, do povo palestino, a Revolução Bolivariana e a injustiça com [o ex-presidente] Lula que permanece na prisão".

Atílio Borón, sociólogo marxista argentino que participará do encontro, classificou o evento como fundamental para a resistência das esquerdas.

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"Dada a enorme gravidade que a ofensiva do imperialismo assumiu na América Latina, apelando aos métodos mais brutais, se torna fundamental nos solidarizarmos com este evento para discutir as estratégias comuns de resistência contra o imperialismo", disse o intelectual.

Além do ICAP, o Capítulo Cubano dos Movimentos Sociais, em parceria com a Central de Trabalhadores de Cuba (CTC) e integrados com organizações como a Rede de Intelectuais em Defesa da Humanidade e com o Centro Martin Luther King Jr. em Havana são algumas das instituições que organizam o Encontro Anti-imperialista. 

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Assinaturas pela liberdade de Lula

O governo cubano iniciou uma campanha para a coleta de assinaturas em favor da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na sede da Polícia Federal em Curitiba desde abril de 2018.

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Durante o Encontro Anti-imperialista, as assinaturas coletadas desde o dia 15 de outubro serão entregues pelo Instituto Cubano de Amizade com os Povos à delegação brasileira que participará do evento.

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