Empresa de semicondutores dos Países Baixos questiona regras de exportação dos EUA à China

Nos últimos anos, os Estados Unidos têm intensificado a imposição de regras de exportação de hardware avançado à China

(Foto: REUTERS/Eva Plevier/File Photo)


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Sputnik Brasil - A empresa de semicondutores holandesa ASML demonstrou alguma resistência às solicitações dos EUA para seguir restringindo as exportações à China, escreveu na terça-feira (13) o jornal holandês NRC Handelsblad.

 Peter Wennink, CEO da ASML, explicou que, também sob pressão norte-americana, o governo do país europeu restringe desde 2019 a exportação de suas máquinas litográficas mais avançadas para a China, e que tal medida beneficiou empresas dos EUA vendendo tecnologia alternativa.

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 "Talvez eles pensem que devemos fazer um esforço de negociação, mas a ASML já se sacrificou", disse Wennink em uma entrevista ao jornal, acrescentando que 15% das vendas da empresa são para a China, e que no caso dos fornecedores de equipamento de chips dos EUA, "é 25 ou às vezes mais de 30%".

 Um porta-voz confirmou, citado na terça-feira (13) pela agência britânica Reuters, as declarações da entrevista.

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 O CEO da ASML demonstrou insatisfação pelo fato de os fabricantes de chips dos EUA poderem vender seus chips mais avançados a clientes da China, enquanto a ASML só pode vender seus modelos mais antigos.

 Entretanto, "é de conhecimento comum que a tecnologia de chips para aplicações puramente militares tem normalmente de 10 a 15 anos de idade. [Mesmo assim] a tecnologia usada para fazer tais chips ainda pode ser vendida à China", acrescentou ele.

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 Nos últimos anos, os Estados Unidos têm intensificado a imposição de regras de exportação de hardware avançado à China. Em outubro, a administração de Joe Biden aplicou às empresas norte-americanas regras de controle de exportação de chips severas, em uma tentativa de desacelerar o avanço tecnológico e militar do país asiático, e está aplicando pressão a países como os Países Baixos, Japão e Coreia do Sul para aplicar medidas semelhantes.

 A China já recorreu à Organização Mundial do Comércio para contestar essas ações.

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