Empresa de mídia criada por Donald Trump pode ter infringido leis financeiras

Especialistas apontam que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, teria infringido as leis americanas que regulam o mercado financeiro para capitalizar a sua empresa de mídia social

(Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)


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247 - A rede social de Donald Trump (Republicano), lançada recentemente para se contrapor às plataformas atuais onde o ex-presidente dos Estados Unidos foi punido diversas vezes por estimular política que teria infringido as regras das redes sociais, pode ter infringido as leis americanas que regulam o mercado financeiro para se capitalizar.

De acordo com reportagem do New York Times deste sábado (30) e do O Globo, para atrair financiamento, Trump fundiu a Trump Media & Technology Group com o que é conhecido como uma sociedade de aquisição de propósito específico, ou, na sigla em inglês, SPAC.

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Trata-se de empresas "cheque em branco”, que vendem suas ações aos investidores por meio de uma oferta pública inicial (IPO) e, em seguida, encontram uma empresa privada com a qual se fundir.

Esse mecanismo cria oportunidades para que as SPACs funcionem como veículos secretos para que as empresas abram o seu capital sem receber o tipo de escrutínio do investidor que receberiam em uma listagem tradicional.

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A SPAC com a qual Trump se associou chama-se Digital World Acquisition, do desconhecido banqueiro de Miami Patrick Orlando. A firma tem o deputado bolsonarista Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) como diretor financeiro.

Advogados e funcionários do setor disseram que as negociações entre Orlando e Trump poderiam atrair a atenção e investigações da Comissão de Valores Mobiliários.

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