Embaixador russo nos EUA diz que novas sanções agravam situação no mundo
Insegurança alimentar generalizada é fruto das sanções econômicas das potências ocidentais, dizem autoridades russas
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247 - As novas sanções contra a Rússia ameaçam cadeias de suprimentos, cuja interrupção afetará a segurança alimentar, disse nesta sexta-feira (3) o embaixador russo nos EUA, Anatoly Antonov, informa a agência Sputnik.
O diplomata expressou a certeza de que as "flutuações" econômicas podem prejudicar os próprios Estados Unidos, onde o problema de falta de alguns produtos alimentícios passa a ser mais agudo.
Porém, Anatoly Antonov assegurou que a Rússia, até sob uma "tempestade" de restrições e proibições, está pronta para cumprir na hora suas obrigações de dívida pública.
Enquanto isso, o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, disse em entrevista à televisão Al Jazeera do Catar que as tentativas ocidentais de acusar a Rússia de criar a crise alimentar global são mentiras, já que a situação começou a piorar há alguns anos.
"Para melhorar a segurança alimentar em todo o mundo, para otimizar a situação alimentar, precisamos renunciar às sanções mútuas e os preços começarão a cair", disse Medvedev.
Comentando as tentativas ocidentais de culpar a Rússia pela crise, a autoridade russa respondeu: "Isso é mentira".
"A situação alimentar do planeta começou a piorar há cerca de cinco ou sete anos", explicou. "Isso se deve a muitas razões - erros de cálculo macroeconômicos, más colheitas, secas, mudanças climáticas, decisões tomadas por alguns governos que às vezes não estavam certas. Foi quando tudo começou."
Segundo o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, a Rússia está pronta para exportar grãos, mas deve estar isenta de quaisquer sanções.
"Eles [países ocidentais] querem que exportemos trigo, por exemplo, para que possam prendê-lo depois, ou o quê?" Medvedev questionou, descrevendo este cenário como "impossível".
Em suas palavras, a situação alimentar global piorou "como resultado das sanções impostas pelo mundo ocidental", informa a Tass.
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