Embaixador russo nos EUA critica mídia ocidental por cobertura do conflito na Ucrânia
Diplomata russo diz que não viu nenhuma reportagem da mídia ocidenal sobre ataque ucraniano em Donbass
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247 - O embaixador da Rússia nos EUA, Anatoli Antonov, condenou nesta segunda-feira (14) a abordagem “tendenciosa” da mídia ocidental em sua cobertura sobre o conflito na Ucrânia.
"Deve-se notar que a grande maioria da mídia ocidental impõe ao seu público uma percepção muito tendenciosa dos eventos na Ucrânia. Há reportagens e materiais exclusivamente destinados a apresentar a Rússia como agressora", disse o diplomata em um comentário para a revista Newsweek publicado na conta oficial da Embaixada no Facebook.
Segundo Antonov, "ninguém [nos EUA] se lembra da liberdade de expressão e do pluralismo de opiniões". Como exemplo, o embaixador mencionou o bloqueio de transmissões da mídia russa financiada pelo governo no YouTube, enquanto citou "a legitimação de pedidos de violência contra adversários".
Por outro lado, o chefe da missão diplomática da Rússia nos EUA confirmou que os canais de televisão do país não transmitiram "nenhuma reportagem sobre o ataque bárbaro dos militares ucranianos" com um míssil tático Tochka-U com munições de fragmentação no centro de Donetsk, que deixou cerca de vinte mortos e 28 feridos.
Enquanto isso, a mídia local "levantou um clamor universal" sobre as ações dos militares russos para aniquilar mercenários estrangeiros que vieram ao território ucraniano para "matar os russos", disse Antonov. Nesse sentido, o embaixador exortou os jornalistas a “pararem de instigar a russofobia” e optarem por uma abordagem imparcial.
De acordo com o diplomata, as Forças Armadas russas só destroem "objetos da infraestrutura militar" da Ucrânia com "meios de alta precisão". Assegurou ainda que as unidades dos nacionalistas ucranianos representam "a única ameaça à população civil", uma vez que posicionam tanques, peças de artilharia perto de jardins de infância, escolas, enquanto montam postos de fogo nos telhados das casas e utilizam mulheres já crianças como um escudo.
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