Em tempos de fragmentação comercial, CIIE, em Xangai, trilha caminho da integração

Exposição Internacional de Importação da China chega a sua quinta edição reunindo mais de 2 mil expositores

(Foto: Xinhua/Fang Zhe)


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Leonardo Sobreira, de Xangai (247) - A Exposição Internacional de Importação da China (CIIE, na sigla em inglês) foi aberta oficialmente nesta sexta-feira, 4, em uma cerimônia que transmitiu uma mensagem clara: a integração comercial, e não a fragmentação, é o caminho a ser seguido.

A quinta edição da feira internacional, que ocorre anualmente em Xangai e reúne neste ano mais de 2 mil expositores, serve como plataforma para empresas internacionais promoverem seus produtos ao pujante mercando consumidor chinês. 

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“Uma ponte colorida conectando o planeta”, resumiu Li Qiang, novo membro do Comitê Permanente do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, ao declarar a abertura do evento. 

Em participação virtual na cerimônia de abertura, o presidente da China, Xi Jinping, destacou que a abertura econômica do país trouxe benefícios a todo o mundo e afirmou que, em meio a uma “lenta recuperação econômica”, o planeta deve “promover a sinergia para a cooperação, criar o impulso da inovação e proporcionar benefícios a todos”.

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“Devemos avançar com firmeza na globalização econômica, aumentar o dinamismo de crescimento de cada país e proporcionar a todas as nações um acesso maior e mais justo aos frutos do desenvolvimento”.

Nesse sentido, Xi reiterou que a China permanece comprometida com a política “fundamental” da abertura ao restante do mundo.

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A expo deste ano vem em meio às tentativas dos Estados Unidos de criar alianças comerciais anti-China. O crescimento do gigante asiático, atualmente a segunda maior economia do mundo, é visto por Washington como uma ameaça à hegemonia ocidental. A China, por sua vez, é a maior nação comercial do mundo, e lidera projetos além de suas fronteiras sob o manto do ‘Um Cinturão, Uma Rota’, no que os chineses consideram ser a criação de uma ‘comunidade de destino compartilhado’.

Ainda na cerimônia de abertura, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, também falando virtualmente, afirmou que a fragmentação do comércio internacional deve ser combatida. Ela observou que uma divisão da economia global em dois blocos geraria perdas equivalentes a 3% do PIB da região da Ásia-Pacífico. 

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Segundo ela, o sistema de comércio internacional está sob ameaça, e a CIIE representa uma oportunidade para interação e diálogo. Em relação à China, Gerogieva defendeu uma abertura ainda maior da economia e pediu novas garantias de neutralidade competitiva. 

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