Em reunião na OMC, Brasil pede transferência de tecnologia para vacinas e evita falar em quebra de patentes

Governo Jair Bolsonaro defendeu, durante reunião fechada na Organização Mundial do Comércio (OMC), a transferência de tecnologia para a produção de vacinas contra a Covid-19, mas não apoiou a ideia da suspensão ou de quebra de patentes

(Foto: Pfizer/Divulgação/Reuters)


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247 - O governo Jair Bolsonaro defendeu, nesta quarta-feira (5), durante uma reunião fechada na Organização Mundial do Comércio (OMC) a transferência de tecnologia para a produção de vacinas contra a Covid-19, mas não apoiou a ideia que as patentes sejam suspensas, o que tornaria reduziria os custos de produção e tornaria os imunizantes mais acessíveis.  

De acordo com a coluna do jornalista Jamil Chade, no UOL, A Índia e a África do Sul – que defendem que os laboratórios permitam a produção de versões genéricas das vacinas - devem apresentar uma nova proposta sobre o assunto ainda este mês. A iniciativa, porém, não é apoiada pelos países ricos. 

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No encontro, o Itamaraty ressaltou a necessidade de “fortalecer a elaboração e a transferência de tecnologia para garantir que todos aqueles que desejam se engajar na produção de vacinas e outros suprimentos que salvam vidas tenham acesso à tecnologia e ao know-how relevantes".

Segundo Chade, “o discurso foi recebido como uma forma de defender que não haja qualquer mudança nas regras de patentes e que qualquer licenciamento ocorra com o consentimento dos detentores de propriedade intelectual”.

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