Em meio à situação na Bielorrússia, UE elabora acordo com Rússia e ameaça novas sanções
O objetivo do acordo seria aproximar Moscou do bloco político em meio a temores de que a Bielorrússia poderia ser "anexada"
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Sputnik Brasil - Devido às preocupações envolvendo a "anexação" da Bielorússia pela Rússia, os países-membros da UE acordaram um plano para interessar Moscou com oferta de entendimento político e cooperação econômica, conforme escreveu o jornal El País.
Como variante contrária, se prevê a intensificação da escalada, de acordo com a mídia espanhola.
Referindo-se a fontes anônimas, o El País declarou que durante a cúpula a portas fechadas da UE na semana passada, após o incidente com o avião da Ryanair, alguns líderes de países europeus expressaram suas preocupações de que a Rússia pudesse se aproveitar da situação atual e "anexar" Belarus.
Contudo, o porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, Dmitry Peskov, afirmou que não se está falando sobre a unificação da Rússia e Belarus, mas sim que existem planos de integração mais profunda entre a União da Rússia e Belarus.
Segundo dados do veículo de imprensa, o plano elaborado pela UE foi acordado na semana passada. Os membros da União Europeia esperam que as ofertas propostas "permitam superar sete anos de enfrentamentos", nota a mídia.
"Os 27 [países da UE] planejam agora uma contraofensiva que vão concretizar na cúpula europeia no final de junho", segundo o artigo. Conforme os dados da mídia, as propostas do lado da UE serão acompanhadas de uma mensagem clara: a alternativa a esse princípio de reconciliação seria uma escalada de tensões e uma "espiral" de sanções que podem danificar "ainda mais a frágil economia russa".
No último domingo (23), uma aeronave da companhia Ryanair com mais de 120 passageiros a bordo, que fazia a rota entre Atenas e Vilnius, precisou realizar uma aterrissagem de emergência em Minsk por uma suposta ameaça de bomba, que depois não se confirmou.
As autoridades bielorrussas enviaram um caça MiG-29 para escoltar a aeronave e, durante sua escala forçada em Minsk, detiveram o jornalista Roman Protasevich. Protasevich, cujos canais no Telegram foram utilizados para coordenar os protestos pós-eleitorais em Belarus, é acusado por Minsk de vários delitos, entre eles a organização de distúrbios públicos, o que poderia lhe render uma pena de até 15 anos de prisão.
Os líderes europeus, em resultado das discussões sobre Belarus em 24 de maio, tomaram a decisão política de proibirem os voos de aviões bielorrussos no espaço aéreo europeu, bem como recomendaram às companhias aéreas para evitarem sobrevoar Belarus. A UE apelou à imposição de novas sanções contra o Estado bielorrusso o mais rápido possível por causa do incidente.
Em resposta, Belarus declarou que a mensagem sobre a bomba no avião chegou por e-mail ao aeroporto de Minsk. Foi informado que foi o próprio comandante da aeronave quem tomou a decisão sobre o pouso. Pouco depois, as autoridades aéreas de Belarus divulgaram a transcrição da conversa entre o piloto e o controlador aéreo, que não contém quaisquer ameaças contra a tripulação.
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