Em mais um escândalo no governo de Boris Johnson, dois ministros renunciam
Johnson é acusado de ter conhecimento das acusações de assédio sexual contra um colega de partido mas mesmo assim o nomeou como vice-líder do governo no Parlamento
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247 - No Reino Unido, um escândalo de assédio sexual acabou tendo reflexos profundos no governo do primeiro-ministro, Boris Johnson. Dois ministros dele renunciaram em sinal de protesto.
De novo, um Boris Johnson mostrando arrependimento pede desculpa por mais um escândalo. “Foi um erro, e peço desculpas. Olhando para trás, acho que foi a coisa errada a se fazer”, disse o premiê britânico.
O primeiro-ministro se referia a um colega de partido, o deputado conservador Chris Pincher, que renunciou na última sexta-feira (1°) depois de acusações de assédio sexual.
Primeiro ele teria agido de forma inadequada com um ativista do partido e um deputado. E no mês passado, bêbado numa festa da militância conservadora, Pincher teria apalpado dois homens sem o consentimento deles.
A equipe de Boris Johnson vinha dizendo que ele não sabia das acusações, mas nesta terça-feira (5), um ex-servidor disse que ele sabia, sim. Só aí o primeiro-ministro pediu desculpas.
As desculpas não convenceram. Resultado: no fim da tarde, o ministro da Economia e o ministro da Saúde renunciaram.
O agora ex-ministro da Saúde Sajid Javid disse que para ele ficou claro que a situação não mudará sob a liderança de Johnson, que perdeu a sua. Já o ex-ministro da Economia disse que o público espera que o governo seja conduzido de forma adequada, competente e séria.
Boris já teve que se explicar por uma reforma suspeita do apartamento onde mora, por um feriado no Caribe financiado por um doador do partido, e se safou. Mas continuou sendo acusado de não dizer toda a verdade em nenhum dos casos.
Assim como não disse a verdade sobre as festinhas na pandemia. Enquanto o país cumpria um lockdown rigoroso, Boris estava confraternizando com os colegas. Investigado pela polícia, precisou pagar multa e, de novo, se desculpou.
No mês passado, ele enfrentou um voto de desconfiança no Parlamento: quando um número suficiente de deputados do partido do governo não confia no líder. Boris sobreviveu, mas com a liderança abalada. Agora ele está sob pressão para que renuncie.
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