Em dia da Independência da Venezuela, Maduro pede diálogo

Os grupos políticos profundamente divididos da Venezuela realizaram comemorações concorrentes no dia da independência do país, com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pedindo diálogo e o líder da oposição Juan Guaidó denunciando supostas violações de direitos humanos pelo que chama de ditadura de Maduro

Maduro: Venezuela tem potencial ter economia  independente
Maduro: Venezuela tem potencial ter economia independente (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)


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CARACAS (Reuters) - Os grupos políticos profundamente divididos da Venezuela realizaram comemorações concorrentes no dia da independência do país nesta sexta-feira, com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pedindo diálogo e o líder da oposição Juan Guaidó denunciando supostas violações de direitos humanos pelo que chama de ditadura de Maduro.

Falando a várias das principais autoridades militares do país, Maduro reiterou seu apoio a um processo de negociação mediado pela Noruega entre o seu governo socialista e Guaidó, líder da Assembléia Nacional, controlada pela oposição, que argumenta que a reeleição de Maduro em 2018 foi uma fraude.

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“Há espaço para todos nós dentro da Venezuela”, disse Maduro em discurso em Caracas, antes de convocar exercícios militares em 24 de julho para defender os “mares, rios e fronteiras” do país sul-americano.

“Devemos todos abrir mão de algo a fim de alcançar um acordo”, disse ele.

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A Venezuela foi lançada em uma profunda crise política em janeiro, quando Guaidó invocou a Constituição para se autodeclarar presidente interino, chamando Maduro de usurpador. Ele foi reconhecido como o chefe de Estado legítimo por dezenas de países, incluindo os Estados Unidos, Brasil e a maioria dos vizinhos sul-americanos.

Mas Maduro ainda detém o reconhecimento de Cuba, Rússia e China, e mantém o controle de funções estatais e das Forças Armadas. Ele chama Guaidó de uma marionete apoiada pelos EUA que visa tirá-lo do cargo em um golpe.

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Guaidó realizou um evento separado, convocando apoiadores para marchar em direção à sede do diretório militar de contrainteligência, onde o capitão da Marinha Rafael Acosta morreu no mês passado após líderes da oposição e familiares dizerem que ele foi torturado enquanto estava sob custódia.

A marcha é a primeira grande reunião da oposição desde um levante fracassado liderado por Guaidó em 30 de abril e protestos subsequentes em 1º de maio. O governo respondeu à tentativa fracassada de tirar Maduro com repressão a parlamentares alinhados a Guaidó e militares suspeitos de envolvimento.

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