Em declaração à imprensa, governo Lula vetou citar apoio de Biden à entrada do Brasil na OCDE

Declínio brasileiro reforçou a ideia já observada de que a OCDE não é prioridade da administração vigente

Joe Biden (à esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva
Joe Biden (à esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert)


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Sputnik Brasil - Ontem (10) aconteceu o encontro entre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva e seu homólogo norte-americano, Joe Biden, na Casa Branca.

Na declaração conjunta pelo encontro emitida por ambas as partes, o texto diz que os dois líderes "reafirmaram a natureza vital e duradoura da relação Brasil-EUA e ressaltaram que o fortalecimento da democracia, a promoção do respeito aos direitos humanos e o enfrentamento da crise do clima figuram no centro de sua agenda comum", segundo comunicado publicado pelo Itamaraty.

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Entretanto, uma parte do texto foi vetada de entrar na declaração pelo Brasil. As linhas compreendiam uma sugestão dos norte-americanos para que o texto trouxesse um apoio de Biden aos esforços feitos pelo governo brasileiro para entrar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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De acordo com a coluna de Jamil Chade no UOL, o gesto americano foi considerado como um agrado que Biden queria fazer ao novo presidente brasileiro. Mas o Palácio do Planalto pediu que a referência fosse vetada.

A ambição de entrar para a OCDE, conhecida como "clube dos ricos", era uma forte aspiração do governo Bolsonaro, e na gestão vigente, não é vista como prioridade. O gesto do governo Lula com a sugestão dos EUA foi recebido entre os estadunidenses como uma sinalização de que, de fato, não se trata de uma prioridade, relata a mídia.

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O próprio assessor especial de Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim, já havia sinalizado antes da posse do petista que o ingresso do país na instituição deveria ser bem estudado, uma vez que não traria "grandes benefícios ao Brasil", conforme noticiado.

Em seu um mês e meio de governo, Lula já indicou que quer trabalhar para o fortalecimento de outros órgãos, principalmente na América Latina e com outros países emergentes.

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O presidente abriu sua agenda internacional na Argentina em janeiro, quando levou o Brasil de volta à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), organismo que o governo anterior havia retirado o país em 2019.

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