Em Davos, Greta Thunberg acusa empresas de energia de jogar pessoas "debaixo do ônibus"

Ativista ambiental havia sido presa por protestar contra a expansão de uma mina de carvão na Alemanha

Ativistas do clima Greta Thunberg e Vanessa Nakate no Fórum Econômico Mundial, em Davos
Ativistas do clima Greta Thunberg e Vanessa Nakate no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Foto: REUTERS/Arnd Wiegmann)


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DAVOS, Suíça (Reuters) - A ativista climática mais influente do mundo confrontou o homem encarregado de regular a energia global em Davos, nesta quinta-feira, exigindo o fim dos investimentos em combustíveis fósseis.

Greta Thunberg pediu que o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, impeça que a indústria global de energia e os financiadores que a apoiam fomentem os investimentos em carbono.

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“Enquanto eles conseguirem se safar, continuarão investindo em combustíveis fósseis, continuarão jogando as pessoas debaixo do ônibus”, alertou Thunberg.

Durante uma mesa redonda com Birol à margem do encontro anual do Fórum Econômico Mundial, ativistas disseram que apresentaram uma carta de "cessar e desistir" aos CEOs pedindo-lhes que parem de abrir novos locais de extração de petróleo, gás e carvão. 

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A indústria de petróleo e gás, acusada por ativistas de sequestrar o debate sobre as mudanças climáticas no resort de esqui suíço, disse que precisa fazer parte da transição energética, pois os combustíveis fósseis continuarão a desempenhar um papel importante na estrutura de energia à medida que o mundo caminha para uma economia de baixo carbono.

Thunberg juntou-se às ativistas Helena Gualinga, do Equador, Vanessa Nakate, de Uganda, e Luisa Neubauer, da Alemanha, para discutir a abordagem dos grandes problemas com Birol.

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Birol agradeceu às ativistas por encontrá-lo, mas insistiu que a transição deve incluir uma mistura de partes interessadas, especialmente em face da crise global de segurança energética causada pela guerra na Ucrânia.

Mas ele admitiu que a transição não está acontecendo rápido o suficiente e alertou que os países emergentes e em desenvolvimento correm o risco de ficar para trás se as economias avançadas não apoiarem a transição.

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