Em campanha eleitoral, Obama faz alerta contra retórica do medo
O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um alerta contra a retórica que ele diz ter sido desenvolvida para semear o medo, em um comício de apoio a candidatos democratas nesta sexta-feira (2)
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247, com Reuters - O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um alerta contra a retórica que ele diz ter sido desenvolvida para semear o medo, em um comício de apoio a candidatos democratas nesta sexta-feira (2).
Obama abordou um tema comum nas campanhas dos democratas - defendendo a lei de saúde de 2010 que foi seu principal feito interno no governo - e também pediu aos americanos que não se envolvam em hostilidades e divisionismo na política.
Trump, por sua vez, tem insistido incessantemente em sua postura linha dura em relação à imigração em seus frequentes comícios em apoio a candidatos republicanos nas eleições da próxima terça-feira, descrevendo uma impressão sombria e muitas vezes enganadora sobre os principais objetivos políticos de seus rivais.
"Nas últimas semanas dessa eleição, vimos tentativas repetidas de nos dividirem com uma retórica elaborada para nos tornar raivosos e nos deixar com medo", disse Obama em comício em Miami. "Mas, em quatro dias, Flórida, vocês podem acabar com esse tipo de comportamento".
Obama apareceu em Miami com o candidato ao governo Andrew Gillum, que enfrenta o ex-deputado Ron De Santis, um forte partidário de Trump, e com o Senador Bill Nelson, que está sendo desafiado na disputa ao senado pelo atual governador, o republicano Rick Scott.
Uma pesquisa da Reuters/Ipsos/UVA mostrou ambos os democratas liderando a corrida com entusiasmo dos eleitores por Gillum, o jovem e progressista prefeito de Tallahassee, o que aparentemente ajudaria Nelson e outros candidatos democratas nas urnas.
Pesquisas de opinião e previsões de agentes não-partidários geralmente mostram os democratas com chances de vencerem 23 vagas adicionais e levando a maioria na câmara dos deputados dos Estados Unidos, que poderia ser usada para iniciar investigações sobre o governo de Trump e para bloquear sua agenda legislativa.
É esperado que os republicanos mantenham a maioria no Senado, cujos poderes incluem as confirmações para as nomeações vitalícias de Trump para a Suprema Corte do país.
O discurso de Obama era repetidamente interrompido por oponentes dos democratas, o que o levou a brincar: "Por que será que o pessoal que ganhou a última eleição está tão bravo o tempo todo?".
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