Em Berlim, milhares protestam contra o governo e pedem o fim das sanções russas

O ato, intitulado "Nosso país em primeiro lugar", foi convocado pelo partido de oposição de direita, o Alternativa para a Alemanha (AfD)

(Foto: Reprodução/Twitter/AfD)


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Sputnik Brasil - Milhares de manifestantes se reuniram do lado de fora do parlamento alemão para protestar contra o governo e pedir às autoridades que levantem as sanções contra a Rússia.

As informações foram confirmadas pelo correspondente da Sputnik em Berlim e diversos vídeos que circulam nas redes sociais estimam que havia ao menos 10 mil pessoas na manifestação.

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O ato, intitulado "Nosso país em primeiro lugar", foi convocado pelo partido de oposição de direita, o Alternativa para a Alemanha (AfD).

"Dezenas de milhares de alemães se reuniram hoje em Berlim contra as sanções anti-russas, os preços da energia, a OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e pelo fim do conflito na Ucrânia", diz o tweet.

Em discurso durante o ato, o colíder do partido, Tino Chrupalla, acusou o governo alemão de travar uma guerra contra seu próprio povo ao concordar com as sanções contra a Rússia.

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Ele também afirmou que "o preço do gás se tornará normal novamente quando comprarmos gás barato da Rússia".

Para ele, importar gás dos Estados Unidos e dos Emirados Árabes Unidos, como a Alemanha planeja fazer, é "moralmente suspeito".

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Os participantes culparam o governo por preços desenfreados, políticas sociais inadequadas e pediram que as sanções ao fornecimento de petróleo e gás russo fossem suspensas.

Alguns ativistas podiam ser vistos agitando bandeiras alemãs e russas e carregando cartazes que diziam: "Quero gás e petróleo russos" e "Aqueles que permanecerem em silêncio hoje congelarão amanhã". Outros seguravam cartazes em alemão e em russo.

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Em setembro, o partido AfD anunciou sua campanha de protesto para expressar insatisfação com o forte aumento dos preços de alimentos e energia na Alemanha e exigir o fim da guerra econômica, o levantamento das sanções anti-russas e o comissionamento do gasoduto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2).

Os primeiros protestos foram realizados nas cidades alemãs de Leipzig e Magdeburg, entre outras, e reuniram milhares de pessoas.

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É assim que parece de cima: Milhares de pessoas na demonstração AfD em Berlim. Queremos a mudança de política.

Os países ocidentais aumentaram a pressão das sanções sobre a Rússia desde o início da operação especial na Ucrânia.

A interrupção nas cadeias de abastecimento levou a preços mais altos de combustíveis e alimentos em toda a União Europeia (UE), levando a inflação a níveis recordes e fazendo com que o custo de vida disparasse.

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