Elogiado por ação no Haiti, Brasil pode enviar forças de paz à RCA

A Organização das Nações Unidas pediu ao Brasil que envie tropas para se juntar à sua missão de paz na República Centro-Africana; a violência aumentou no leste do país, em grande parte devido a um vácuo de segurança deixado pela partida das tropas do Uganda, que fazia parte de uma força-tarefa separada da União Africana apoiada pelos Estados Unidos que rastreava os rebeldes do Exército de Resistência do Senhor; pedido de tropas do Brasil, que acabou de terminar uma missão de 13 anos no Haiti, deve ser acordado por Michel Temer (PMDB) e aprovado pelo Congresso Nacional

M. Ladsous accompanied by the SRSG, Sandra Honoré, and the Force Commander, Ajax Porto Pinheiro, visited the Brazilian Batalion (BRABAT) 
M. Ladsous accompanied by the SRSG, Sandra Honoré, and the Force Commander, Ajax Porto Pinheiro, visited the Brazilian Batalion (BRABAT)  (Foto: Giuliana Miranda)


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Da Sputnik Brasil

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu ao Brasil que envie tropas para se juntar à sua missão de paz na República Centro-Africana, disse Jean-Pierre Lacroix, chefe de operações de manutenção da paz da entidade, em uma entrevista nesta segunda-feira.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou este mês o envio de 900 soldados da paz adicionais para proteger civis no país empobrecido, onde a violência começou entre os muçulmanos e os cristãos em 2013.

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Lacroix disse que a violência aumentou no leste, em grande parte devido a um vácuo de segurança deixado pela partida das tropas do Uganda, que fazia parte de uma força-tarefa separada da União Africana apoiada pelos Estados Unidos que rastreava os rebeldes do Exército de Resistência do Senhor.

O pedido de tropas do Brasil, que acabou de terminar uma missão de 13 anos no Haiti, deve ser acordado por Michel Temer (PMDB) e aprovado pelo Congresso Nacional.

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"O Brasil tem um grande grau de know-how e profissionalismo e definitivamente precisamos desses tipos de tropas em nossas operações de manutenção da paz", disse Lacroix à Agência Reuters em Brasília, antes de uma reunião com o alto-chefe das Forças Armadas do país.

As tropas fizeram um trabalho "fantástico, realmente excepcional" no Haiti, onde melhoraram a situação de segurança ao estabelecer uma relação de confiança com a população haitiana e exibiram boa conduta e disciplina, disse ele.

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O Brasil está emergindo de sua pior recessão já registrada e um enorme déficit orçamentário do governo poderia pesar sobre uma decisão de enviar mais tropas para o exterior, embora sua contribuição para a manutenção da paz tenha aumentado a influência internacional da nação sul-americana.

As forças de manutenção da paz da ONU estão enfrentando dificuldades pela posição dos Estados Unidos, que pressiona para reduzir custos. Washington paga mais de 28% do orçamento anual de US$ 7,3 bilhões para a manutenção da paz pelo mundo.

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Em junho, a ONU concordou com cortes de US$ 600 milhões em mais de uma dúzia de missões até a data de 30 de junho de 2018.

Lacroix disse que a missão de manutenção da paz na Costa do Marfim foi fechada, a implantação de tropas no Darfur do Sudão estava sendo reduzida e, no próximo ano, a operação de manutenção da paz na Libéria seria encerrada.

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"Existe a expectativa de sermos prudentes e usar nossos recursos da forma mais econômica possível", disse Lacroix, um diplomata francês que atua no posto desde abril.

Os objetivos políticos e a eficiência de quase todas as 15 operações de paz da ONU em todo o mundo estavam em análise, disse Lacroix.

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