Eleição de americano para o BID consolida submissão do Brasil aos interesses dos EUA, dizem analistas

Para analistas internacionais, a eleição do cubano-americano Mauricio Claver-Carone para a presidência do BID, que deverá ser realizada neste final de semana, consolida a submissão automática do Brasil aos interesses dos EUA e a renúncia do país à liderança regional

(Foto: Brasil247)


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247 - A possível eleição de Mauricio Claver-Carone para a presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que deverá ser realizada neste final de semana, consolida a submissão automática do Brasil aos interesses dos Estados Unidos, além de representar a renúncia da liderança regional, dizem analistas interacionais. 

Em entrevista ao jornal O Globo, Claudio Puty, ex-secretário Internacional do Ministério do Planejamento e professor da Universidade Federal do Pará, destacou que a eleição de Claver-Carone para o comando do BID aponta que o Brasil “não fez seu trabalho”. Desmontamos todas as instituições de articulação regional”, disse. 

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O professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP) Feliciano de Sá Guimarães observou que a eleição do cubano-americano para o comando do BID “será, também, uma vitória de Bolsonaro, porque hoje a identidade da política externa brasileira é com países ocidentais e cristãos, governos conservadores que lutam contra o que eles chamam de globalismo”.

“Este grupo de governos quer reformar instituições como o BID e fazê-las à sua imagem e semelhança. Para o Brasil de hoje, a América Latina é vista como problema e não mais como solução”, complementou.  

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