EI volta a dizer que abateu avião russo no Egito

O grupo extremista Estado Islâmico voltou a afirmar que provocou a queda do avião russo da companhia Metrojet, no sábado, no Sinai (Egito), que resultou na morte de 224 pessoas; extremistas afirmaram que darão detalhes do ataque quando acharem conveniente; "Não temos qualquer obrigação de explicar como caiu. Levem os destroços e procurem, levem as caixa preta e analisem-nas e, depois, digam-nos o resultado da investigação", disse um membro do EI por meio de uma mensagem de áudio; "Provem que não o abatemos e como se despenhou. Daremos pormenores sobre como caiu no momento que escolhermos", completou em seguida

Destroços do avião de carga russo que caiu após decolagem no aeroporto de Juba, no Sudão do Sul. 04/11/2015 REUTERS/Stringer
Destroços do avião de carga russo que caiu após decolagem no aeroporto de Juba, no Sudão do Sul. 04/11/2015 REUTERS/Stringer (Foto: Paulo Emílio)


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Agência Brasil - O grupo extremista Estado Islâmico insistiu hoje (4) que provocou a queda do avião russo, no sábado, no Sinai (Egito), mas recusou-se a dar detalhes do incidente. Numa mensagem de áudio divulgada em sites extremistas, o grupo jihadista afirmou que divulgará detalhes do ataque quando achar conveniente e desafiou aqueles que duvidam do ataque a demonstrar o que aconteceu.

"Não temos qualquer obrigação de explicar como caiu. Levem os destroços e procurem, levem as caixa preta e analisem-nas e, depois, digam-nos o resultado da investigação", afirmou uma voz masculina na gravação. "Provem que não o abatemos e como se despenhou. Daremos pormenores sobre como caiu no momento que escolhermos", acrescentou.

O grupo extremista indicou que o abate do avião ocorreu no 17º dia do mês Muharram do calendário lunar islâmico, primeiro aniversário da declaração de lealdade dos jihadistas egípcios ao Estado Islâmico.

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A filial egípcia do grupo extremista já tinha reivindicado no sábado (31) o abate do avião, que caiu com 224 pessoas a bordo, mas especialistas manifestaram dúvidas quanto à possibilidade de, àquela altitude, a aeronave ter sido atingida por um míssil disparado do solo.

A investigação das causas do acidente, que provocou a morte a todos os ocupantes do avião, deverá demorar algum tempo. A análise das duas caixas pretas do aparelho, um Airbus A321 da companhia russa MetroJet, foi iniciada ontem (3) no Cairo.

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