EI retalia ataque de coalização no Iraque

Estado Islâmico lançou um grande contra-ataque sobre a cidade de Kirkuk, enquanto forças iraquianas e curdas levam adiante operações para ocupar territórios nos arredores de Mosul como preparativo para uma ofensiva sobre o último grande bastião dos jihadistas no Iraque; ataque do grupo radical a Kirkuk, situada em uma região de produção de petróleo, matou seis membros das forças de segurança e dois iranianos que integravam uma equipe que realizava manutenção em uma usina de energia

Ao menos 1.420 pessoas foram mortas no Iraque em agosto, disse a ONU nesta segunda-feira, enquanto a violência sectária se espalhava pelo centro e o norte do país. 01/09/2014 REUTERS/Youssef Boudlal
Ao menos 1.420 pessoas foram mortas no Iraque em agosto, disse a ONU nesta segunda-feira, enquanto a violência sectária se espalhava pelo centro e o norte do país. 01/09/2014 REUTERS/Youssef Boudlal (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - O Estado Islâmico lançou um grande contra-ataque sobre a cidade de Kirkuk nesta sexta-feira, enquanto forças iraquianas e curdas levam adiante operações para ocupar territórios nos arredores de Mosul como preparativo para uma ofensiva sobre o último grande bastião dos jihadistas no Iraque.

O ataque do grupo radical a Kirkuk, situada em uma região de produção de petróleo, matou seis membros das forças de segurança e dois iranianos que integravam uma equipe que realizava manutenção em uma usina de energia do lado de fora da cidade, disse uma fonte de um hospital.

As instalações de produção de petróleo bruto não foram visadas, e a transmissão de eletricidade não sofreu interrupções na cidade. Kirkuk está localizada ao leste de Hawija, um bolsão ainda sob controle do Estado Islâmico que fica entre Bagdá e Mosul.

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Com apoio aéreo e terrestre da coalizão liderada pelos Estados Unidos, forças do governo do Iraque capturaram oito vilarejos ao sul e ao sudeste de Mosul. Forças curdas que atacavam do norte e do leste também tomaram diversos vilarejos, de acordo com comunicados de seus respectivos comandos militares, de quinta para sexta-feira.

A ofensiva iniciada na segunda-feira para capturar Mosul deve se tornar a maior batalha travada em solo iraquiano desde a invasão comandada pelos EUA em 2003.

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A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que Mosul pode exigir a maior operação de ajuda humanitária do mundo, e as previsões mais pessimistas estimam até um milhão de desabrigados.

Acredita-se que cerca de 1,5 milhão de moradores ainda estão em Mosul, e o Estado Islâmico tem um histórico de usar civis como escudos humanos.

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Até agora os combates obrigaram 5.640 pessoas a fugir de suas casas nas imediações da cidade, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) no final da quinta-feira.

Um servidor norte-americano morreu na quinta-feira devido a ferimentos causados pela detonação de um artefato explosivo improvisado perto de Mosul.

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Cerca de 5 mil membros das forças dos EUA estão no Iraque. Mais de 100 tropas estão atuando junto a forças iraquianas e curdas peshmerga, aconselhando comandantes e ajudando-os a se assegurar de que os bombardeios aéreos da coalizão estão atingindo os alvos certos, comunicaram autoridades.

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