EI é principal suspeito de atentado na Turquia

O governo da Turquia declarou nesta segunda-feira que o Estado Islâmico é o principal suspeito da sequência de explosões cometidas por homens-bomba que mataram pelo menos 97 pessoas em Ancara, mas opositores demonstraram revolta com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em enterros, universidades e tribunais; Istambul tem protestos nesta segunda-feira 12

O governo da Turquia declarou nesta segunda-feira que o Estado Islâmico é o principal suspeito da sequência de explosões cometidas por homens-bomba que mataram pelo menos 97 pessoas em Ancara, mas opositores demonstraram revolta com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em enterros, universidades e tribunais; Istambul tem protestos nesta segunda-feira 12
O governo da Turquia declarou nesta segunda-feira que o Estado Islâmico é o principal suspeito da sequência de explosões cometidas por homens-bomba que mataram pelo menos 97 pessoas em Ancara, mas opositores demonstraram revolta com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em enterros, universidades e tribunais; Istambul tem protestos nesta segunda-feira 12 (Foto: Gisele Federicce)


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Por Daren Butler e Humeyra Pamuk

ISTAMBUL (Reuters) - O governo da Turquia declarou nesta segunda-feira que o Estado Islâmico é o principal suspeito da sequência de explosões cometidas por homens-bomba que mataram pelo menos 97 pessoas em Ancara, mas opositores demonstraram revolta com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em enterros, universidades e tribunais.

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse que o atentado de sábado, o pior do tipo em seu país, teve a intenção de influenciar o desfecho da eleição de novembro, na qual Erdogan pretende recuperar a maioria parlamentar da sigla que fundou, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, na sigla em turco). Nem se cogita adiar a eleições, afirmaram autoridades.

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"Com certeza foi um atentado suicida", declarou Davutoglu em uma entrevista transmitida ao vivo no canal de televisão turco NTV. "Exames de DNA estão sendo realizados. Foi determinado como os homens-bomba chegaram lá. Estamos perto de um nome, que aponta para um grupo".

Os adversários de Erdogan, que comanda a Turquia há mais de 13 anos, o culpam pelo ataque durante um comício organizado por ativistas pró-curdos e grupos civis, acusando o Estado de, na melhor das hipóteses, ter cometido falhas de inteligência, e na pior de ser cúmplice por ter estimulado sentimentos nacionalistas e anti-curdos.

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O governo, que enfrenta um conflito curdo crescente em casa e as consequências da guerra na Síria, negou veementemente tais acusações.

A vasta gama de possíveis autores – do Estado Islâmico aos marxistas radicais, militantes nacionalistas e facções armadas curdas – enfatiza as divisões na sociedade turca. O que está em jogo é a própria estabilidade do país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), visto pelo Ocidente como um anteparo contra o caos reinante no Oriente Médio.

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Centenas de pessoas entoando frases anti-governo marcharam até uma mesquita de um subúrbio de Istambul para o funeral de várias das vítimas, ao qual compareceu Selahattin Demirtas, líder do Partido Democrático do Povo (HDP, na sigla em turco), que afirma que a legenda pró-curda foi o alvo do atentado.

A tropa de choque, com canhões de água e veículos blindados, acompanhou a multidão, parte da qual entoava "Ladrão, assassino Erdogan" e acenava com bandeiras do HDP, que ia rumo à mesquita no bairro de classe baixa Umraniye, em Istambul.

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(Reportagem adicional de Gulsen Solaker e Orhan Coskun em Ancara)

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