Egito anula pena de Mubarak por corrupção

Ex-presidente Hosni Mubarak tinha sido condenado à prisão em maio do ano passado, depois de ter sido considerado culpado do desvio de mais de 100 mil libras egípcias (cerca de 10 milhões de euros) destinadas à manutenção dos palácios presidenciais; em novembro passado, o Tribunal Penal do Cairo também retirou a acusação ao ex-presidente egípcio por cumplicidade na morte de manifestantes na revolução que o derrotou em 2011

CAIRO, EGYPT - MARCH 19: Ousted Egyptian president Hosni Mubarek, in suit, appears in the trial about expenses for presidential palaces on March 19, 2014 in Cairo, Egypt. (Photo by Ahmed el Masry/Anadolu Agency/Getty Images)
CAIRO, EGYPT - MARCH 19: Ousted Egyptian president Hosni Mubarek, in suit, appears in the trial about expenses for presidential palaces on March 19, 2014 in Cairo, Egypt. (Photo by Ahmed el Masry/Anadolu Agency/Getty Images) (Foto: Roberta Namour)


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Da Agência Lusa - Um tribunal egípcio aceitou hoje (13) recurso apresentado pelo ex-presidente Hosni Mubarak e anulou a pena de três anos de prisão a que ele tinha sido condenado por corrupção. O tribunal determinou novo julgamento.

Mubarak tinha sido condenado à prisão em maio do ano passado, depois de ter sido considerado culpado do desvio de mais de 100 mil libras egípcias (cerca de 10 milhões de euros) destinadas à manutenção dos palácios presidenciais.

À época, foram também condenados a quatro anos de prisão os filhos do líder deposto, Alaa e Gamal.

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Em novembro passado, o Tribunal Penal do Cairo retirou a acusação ao ex-presidente egípcio por cumplicidade na morte de manifestantes na revolução que o derrotou em 2011, sendo também absolvido de acusações de corrupção em um processo separado.

O regime de Mubarak, derrubado há quatro anos, vem sendo reabilitado pela opinião pública e a mídia.

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O ex-presidente está em prisão domiciliar em um hospital do Cairo, cumprindo prisão preventiva desde que foi detido, em abril de 2011.
Mais de 846 pessoas foram mortas durante os 18 dias do levantamento popular em 2011.

Após a queda de Mubarak, o Egito viveu cerca de quatro anos de violência e instabilidade política. O Exército destituiu, em julho de 2013, o primeiro dirigente democraticamente eleito do país, o presidente islamita Mohamed Morsi.

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