Egípcios protestam contra poderes do presidente

Após Mouhamed Mursi assumir o que chamou de "poder total", transformando suas ordens em medidas definitivas, sem contestações, tornou-se alvo de manifestações nesta sexta-feira, na Praça Tahrir

Egípcios protestam contra poderes do presidente
Egípcios protestam contra poderes do presidente (Foto: ASMAA WAGUIH)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Após o anúncio que terá plenos poderes para governar o Egito, o presidente Mouhamed Mursi é alvo nesta sexta-feira 23 de um protesto, no Cairo, capital do país, na Praça Tahrir, que virou o símbolo da resistência para os egípcios. Os manifestantes foram convocados por grupos de oposição que contestam a decisão de Mursi de assumir o que chamou de "poder total", transformando suas ordens em medidas definitivas, sem contestações.

A iniciativa de Mursi foi comunicada à população em nota oficial, informando que o presidente também terá algumas atribuições do Legislativo e do Judiciário. Os parlamentares que pertencem à Assembleia Constituinte são alvo de críticas por suspeitas de irregularidades. Há três dias, as principais cidades egípcias estão sob um clima de tensão.

continua após o anúncio

Eleito há cinco meses, Mursi foi elogiado por autoridades internacionais ao conseguir negociar um cessar-fogo entre o Hamas, movimento de resistência islâmica, e Israel. Mas paralelamente às articulações em favor do fim da crise na região da Faixa de Gaza, ele anunciou a ampliação de seus poderes como presidente da República.

O protesto tem entre seus líderes Mohamed ElBaradei, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Ayman Nour, George Ichak, Hamdin Sabbahy e Amr Moussa, que acusaram o presidente da República de tentar dar um golpe contra a legitimidade.

continua após o anúncio

No ano passado, os manifestantes egípcios lideraram uma onda de protestos, que contaminou vários países muçulmanos. Na ocasião, os manifestantes defendiam a renúncia do então presidente Hosni Mubarak, mudanças na cúpula política e o fim das violações de direitos humanos. Mubarak renunciou, é mantido preso e responde a processos na Justiça.

 

continua após o anúncio
continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247