"É preciso colocar a geopolítica do século XXI para dirigir a ONU", afirma Lula

Ex-presidente falou na necessidade de uma nova governança global e disparou: "não admito a continuidade da guerra da Rússia com a Ucrânia ou um conflito entre China e Taiwan"

Lula
Lula (Foto: Reuters | Reprodução)


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247 - O ex-presidente Lula (PT) concedeu entrevista a jornalistas da imprensa estrangeira nesta segunda-feira (22) e foi questionado sobre seu posicionamento acerca da guerra entre Rússia e Ucrânia.

"Eu espero que quando eu ganhar as eleições a guerra da Rússia e da Ucrânia já tenha terminado. Eu ficarei muito mais tranquilo", adiantou o petista. "Se por acaso ela não tiver terminado, você pode ficar certo de uma coisa: o Brasil fará todo o esforço que estiver ao seu alcance na conversa com outros chefes de Estado para que a gente estabeleça novamente a paz. Não interessa a ninguém nesse momento qualquer guerra. O mundo está precisando de paz. O mundo tem muito dinheiro volátil viajando os oceanos e pouca geração de empregos. É preciso menos investimento em guerra e mais investimento em emprego, em políticas de inclusão social, em políticas de combate à fome para acabar com a desigualdade do planeta".

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"Eu não admito a continuidade da guerra da Rússia com a Ucrânia ou que haja um conflito entre China e Taiwan", declarou o ex-presidente.

Lula, então, falou sobre a necessidade de "reformular" a Organização das Nações Unidas (ONU) que, segundo ele, perdeu força e está desatualizada. "A ONU precisa ser reformulada porque ela precisa ter mais força para evitar que esses conflitos se prolonguem. A ONU teve força de criar o Estado de Israel mas não tem força de criar o Estado palestino. Enfraqueceu. A geopolítica mudou. Portanto era preciso que tivesse mais gente no Conselho de Segurança da ONU, é preciso inclusive acabar com o direito ao veto. Por que o Brasil não pode estar no Conselho de Segurança da ONU? O México? A África do Sul? O Egito? A Índia? A Alemanha? O Japão? A guerra acabou em 1945. Não é possível que apenas os que participaram diretamente, os ganhadores e os perdedores, estejam lá. É preciso colocar a geopolítica do século XXI para dirigir a ONU e, quem sabe, a gente consiga evitar essas guerras". 

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Em mais uma demonstração de seu caráter conciliador, o ex-presidente destacou o diálogo como principal meio para pôr fim aos conflitos internacionais atuais. "Essas guerras possivelmente sejam resultado da falta de muita conversa, muito debate, muita reunião, muita discussão. Eu te confesso: espero e peço a Deus que essa guerra acabe logo. Se ela não acabar, você pode ficar certo de que a gente vai tentar, junto com outros países, interferir tanto junto ao governo da Ucrânia como ao governo da Rússia, para que a gente perceba que guerra não leva a nada. Só leva à destruição, e eu acho que nós não estamos precisando de destruição nesse momento do mundo. Estamos precisando de paz, de emprego, de trabalho, de muita educação para que o mundo se transforme em um planeta humanamente mais justo. É isso que eu penso, tanto da guerra da Ucrânia como essa divergência entre a China e Taiwan, que não é nova também".

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