E-mails de Trump Jr. sugerem que ele aceitou ajuda russa contra Hillary

Donald Trump Jr., filho mais velho do presidente dos EUA, concordou de bom grado em se encontrar, durante a campanha presidencial de 2016, com uma mulher que lhe disseram ser uma advogada do governo russo que poderia ter informações prejudiciais contra a rival democrata Hillary Clinton, parte do apoio do governo da Rússia a seu pai, de acordo com emails divulgados nesta terça-feira

U.S. Republican presidential candidate Donald Trump kisses his son Donald, Jr. at a campaign event at Regents University in Virginia Beach, Virginia February 24, 2016. REUTERS/Joshua Roberts - RTX28EY5
U.S. Republican presidential candidate Donald Trump kisses his son Donald, Jr. at a campaign event at Regents University in Virginia Beach, Virginia February 24, 2016. REUTERS/Joshua Roberts - RTX28EY5 (Foto: Giuliana Miranda)


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Da Reuters

WASHINGTON - O filho mais velho do então candidato à Presidência dos Estados Unidos Donald Trump concordou de bom grado em se encontrar com uma mulher que lhe disseram ser uma advogada do governo russo que poderia ter informações prejudiciais contra a rival democrata Hillary Clinton, parte do apoio do governo da Rússia a seu pai, de acordo com emails divulgados nesta terça-feira.

A cadeia de emails foi uma correspondência entre Donald Trump Jr., que divulgou as mensagens no Twitter, e Rob Goldstone, um intermediário que ajudou a arranjar o encontro com a advogada, e pode dar munição a investigadores que analisam se houve conluio entre o Kremlin e a campanha presidencial de Trump --o que as duas partes negam.

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Os emails são as evidências mais concretas de que representantes da campanha de Trump aceitaram ajuda russa para vencer a eleição, tema que colocou uma nuvem sobre o governo Trump e gerou investigações do Departamento de Justiça e do Congresso dos EUA.

As mensagens mostram que Trump Jr. estava aberto para a perspectiva de "informação de nível muito alto e sensível" de uma advogada russa. As informações foram classificadas de "parte do apoio da Rússia e de seu governo ao senhor Trump", antes da reunião que acabou acontecendo em 9 de junho de 2016.

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"Se é o que você diz, adorei", respondeu Trump Jr, que divulgou os emails no Twitter depois que o jornal The New York Times afirmou que pretendia escrever uma reportagem sobre as mensagens e afirmar ter pedido que o filho do presidente comentasse o caso.

Os mercados financeiros pareceram se abalar com a revelação repentina de Trump Jr.

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Após seus tuítes, o índice S&P 500 recuou cerca de 0,6 por cento em cerca de 20 minutos, mas desde então subiu cerca de metade desse valor. O índice do dólar, a medida mais abrangente da força da moeda norte-americana, enfraqueceu cerca de 0,25 por cento, e o rendimento dos títulos dos EUA recuou aos níveis mais baixos do dia.

As mensagens indicam que o chefe de campanha de Trump à época, Paul Manafort, e o genro de Trump Jared Kushner, atualmente um dos principais conselheiros da Casa Branca, também planejaram participar da reunião com a advogada Natalia Veselnitskaya, que nega ter relações com o Kremlin.

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À primeira vista os emails não parecem fornecer indícios de atividade ilegal. Trump Jr. disse que, na reunião que teve com a advogada russa, não foram fornecidas quaisquer informações prejudiciais sobre Hillary. Ele disse que o assunto envolveu essencialmente sanções dos EUA.

"Olhando em retrospectiva, eu provavelmente deveria ter feito as coisas um pouco diferente", disse Trump Jr. à Fox News. "Para mim, isso foi pesquisa da oposição."

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