DSK se livra de camareira com acordo milionário
Ex-diretor do FMI, acusado de estupro em Nova York pela guineense Nafissatou Diallo, teria pago US$ 6 mi para obter fim do processo
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Opera Mundi - O ex-diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), o francês Dominique Strauss-Kahn, e a camareira guineense Nafissatou Diallo, chegaram a um acordo nesta segunda-feira (10/12) que coloca um fim ao processo judicial que envolve as duas partes. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (10/12) após audiência na Suprema Corte de Justiça do Bronx, em Nova York.
Não há informações sobre os valores do acordo, que deverão permanecer sob sigilo. Os jornais The New York Times e Le Monde afirmam que DSK, sigla pela qual o francês é conhecido, teria pago seis milhões de dólares à Diallo para que a acusação de tentativa de estupro fosse retirada.
O Le Monde afirma que esse valor seria proveniente em uma metade via empréstimo bancário e a outra através de um empréstimo da ex-mulher, Anne Sinclair, com quem se separou meses após o escândalo.
Em maio de 2010, Strauss-Kahn, que ocupava a chefia do FMI e era apontado como o favorito para vencer a eleição presidencial francesa (ocorrida um ano depois e obtida por seu correligionário socialista François Hollande) foi preso no centro de Nova York depois de Diallo tê-lo denunciado por agressão sexual assediado quando ela chegou para limpar o quarto do hotel em que ele estava hospedado e onde ela trabalhava . Diallo o acusou de forçá-la a fazer sexo oral, enquanto o economista afirma que ocorreu sexo consensual.
Em agosto de 2011, a promotoria de Nova York descartou a acusação criminal contra ele, dizendo que não estavam mais convencidos da credibilidade de Diallo depois de ela ter mudado várias vezes se testemunho, além de ter sido supostamente grampeada em uma conversa por telefone com um amigo afirmando que o episódio poderia lhe dar muito dinheiro. Entretanto Diallo entrou com uma ação civil, que ainda está em curso.
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