Dois anos sem Fidel

Neste domingo (25) completam-se dois anos da morte de Fidel; Luis Armando Suárez Salazar, professor do Instituto Superior de Relações Internacionais e da Universidade de Havana avalia a herança do líder latino-americano; para ele, "em Fidel há uma riqueza de entendimento de que os problemas da região não podem ser resolvidos sem aquilo que ele chamou de 'revolução' nas relações internacionais contemporâneas, e que isso só seria possível caso todos os países do chamado 'mundo subdesenvolvido' participassem"

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Sputnik Mundo - "Em Fidel há uma riqueza de entendimento de que os problemas da região não podem ser resolvidos sem aquilo que ele chamou de 'revolução' nas relações internacionais contemporâneas, e que isso só seria possível caso todos os países do chamado 'mundo subdesenvolvido' participassem", disse à Sputnik Luis Armando Suárez Salazar, professor do Instituto Superior de Relações Internacionais e investigador da Cátedra de Estudos do Caribe da Universidade de Havana, Cuba.

Hoje em dia, a ilha inaugura uma nova etapa em sua história, com adoção do Plano de Desenvolvimento até 2030, que estabelece inclusive o fortalecimento de seus laços com a comunidade internacional, graças ao qual já teve o apoio na ONU para acabar com o embargo "econômico, financeiro e social" que tem sido imposto à ilha desde 1962.

"No pensamento de Fidel se podem encontrar muitas chaves para compreender melhor o atual momento histórico na América Latina e no Caribe, mas também para compreender e encontrar as soluções que ele recomendava em todo o tipo de circunstâncias. Nele você pode encontrar um pensamento holístico, universal, muito marxista nesse sentido: não se trata apenas de compreender o mundo, mas de transformá-lo ", disse ele.

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O acadêmico cubano analisou o passado, o presente e o futuro de sua nação, defendendo a validade das políticas e ideais promovidos ao longo de décadas por Fidel Castro e alertou para o avanço de governos como Donald Trump nos EUA e Jair Bolsonaro no Brasil.

"Fidel dizia que a união anti-imperialista é a tática e a estratégia da vitória", observa o cientista político.

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Falando da profundidade desse legado, Suarez Salazar afirma: "Eu tenho a impressão, como já aconteceu com muitas figuras da nossa história latino-americana e caribenha, de que em torno da figura e do legado de Fidel Castro continuará a haver uma disputa política e ideológica."

De acordo com ele, Fidel Castro certamente "entrará na história como um dos heróis das lutas dos povos da América Latina, do Terceiro Mundo por um destino melhor".

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