Divorciados não devem ser excomungados, diz papa

Os divorciados que voltaram a se casar "são parte da Igreja" e não "devem ser tratados como excomungados", afirmou o papa Francisco, antecipando um dos temas mais polêmicos do Sínodo dos Bispos sobre a Família, previsto para outubro; "Progrediu muito a consciência de que um acolhimento fraternal e atento, com amor e verdade, é necessário para os batizados que estabeleceram nova relação depois do fracasso de um casamento sacramentado", declarou; "Essas pessoas não são excomungados e não devem ser tratadas como tal. Elas são parte da Igreja", completou

Papa Francisco durante conferência sobre mudança climática organizada pelo Vaticano nesta terça-feira. 21/07/2015 REUTERS/Tony Gentile
Papa Francisco durante conferência sobre mudança climática organizada pelo Vaticano nesta terça-feira. 21/07/2015 REUTERS/Tony Gentile (Foto: Paulo Emílio)


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Agência Brasil - Os divorciados que voltaram a se casar "são parte da Igreja" e não "devem ser tratados como excomungados", afirmou hoje (5) o papa Francisco, antecipando um dos temas mais polêmicos do Sínodo dos Bispos sobre a Família, previsto para outubro.

"Progrediu muito a consciência de que um acolhimento fraternal e atento, com amor e verdade, é necessário para os batizados que estabeleceram nova relação depois do fracasso de um casamento sacramentado", declarou o papa durante a audiência semanal.

"Essas pessoas não são excomungados e não devem ser tratadas como tal. Elas são parte da Igreja", repetiu, sob aplausos na sala Paulo VI.

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Francisco pediu que se distinguisse, em alguns casos, entre "quem foi confrontado com a separação e quem a provocou" e insistiu: "Nada de portas fechadas. Todos podem participar, de uma forma ou de outra, na vida da Igreja".

Para a Igreja católica, um casamento religioso não pode ser desfeito e o direito canônico, ao considerar as pessoas que voltaram a se casar como infiéis ao primeiro cônjuge, prevê a sua exclusão dos sacramentos, entre os quais a comunhão. Essa é uma sanção mais grave, que implica também exclusão da comunidade.

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Integrantes da Igreja católica pedem que divorciados que voltaram a se casar possam comungar mediante algumas condições, ideia à qual se opõem os que apoiam a rigorosa aplicação do dogma.

A questão foi debatida durante o sínodo da família, no ano passado, e deverá continuar a dominar o segundo sínodo em outubro.

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