Dilma pede urgente negociação com Argentina

Presidente determinou que o ministro do Desenvolvimento, Mauro Borges, e o secretário-executivo da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli, conversem rapidamente com o governo argentino de Cristina Kirchner para reduzir restrições para a exportação de veículos automotores; Dilma Rousseff se reuniu hoje com o presidente da Anfavea, Luiz Moan, que falou sobre um "prejuízo pesado" no setor

Presidente determinou que o ministro do Desenvolvimento, Mauro Borges, e o secretário-executivo da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli, conversem rapidamente com o governo argentino de Cristina Kirchner para reduzir restrições para a exportação de veículos automotores; Dilma Rousseff se reuniu hoje com o presidente da Anfavea, Luiz Moan, que falou sobre um "prejuízo pesado" no setor
Presidente determinou que o ministro do Desenvolvimento, Mauro Borges, e o secretário-executivo da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli, conversem rapidamente com o governo argentino de Cristina Kirchner para reduzir restrições para a exportação de veículos automotores; Dilma Rousseff se reuniu hoje com o presidente da Anfavea, Luiz Moan, que falou sobre um "prejuízo pesado" no setor (Foto: Gisele Federicce)


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BRASÍLIA (Reuters) - Os governos do Brasil e da Argentina devem se reunir na semana que vem sobre as restrições que afetam o comércio de veículos entre os países, disse o presidente da associação brasileira de montadoras, Anfavea, após encontro com a presidente Dilma Rousseff e ministros nesta quinta-feira.

A produção de veículos do Brasil no primeiro trimestre caiu 8,4 por cento, em resultado impactado em parte por redução das exportações, que têm como principal destino a Argentina.

A Argentina vive uma crise cambial e o governo impôs restrições ao fluxo de moedas que atingiram o comércio de veículos. O presidente da Anfavea, Luiz Moan, disse nesta quinta-feira que apesar da assinatura em 28 de março de um memorando de entendimento entre os dois governos para a retomada do fluxo de comércio, o restabelecimento precisa de "ajuste na linha de financiamento da exportação brasileira para a Argentina". Ele não deu detalhes sobre o tipo de ajuste necessário.

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"A presidente Dilma determinou que o ministro Mauro Borges (Desenvolvimento e Comércio Exterior) e o ministro (secretário-executivo do Ministério da Fazenda Paulo) Caffarelli conversem com o governo argentino para destravar esse mercado e voltar o fluxo de comércio", disse Moan.

"E o que os dois ministros colocaram foi que já na próxima semana estarão na Argentina reiniciando a negociação", acrescentou o presidente da Anfavea após reunião.

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Moan disse que também levou ao governo as preocupações do setor sobre aumentos de custos generalizados na cadeia produtiva automotiva, como os ocorridos em aço, logística e energia elétrica.

Questionado sobre se o setor automotivo brasileiro poderá promover demissões, Moan disse que a Anfavea busca o aumento de produção, que será beneficiada quando a questão com a Argentina for resolvida. "Com o volume de produção retornado, não há por que se falar em redução do emprego", disse.

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Várias montadoras de veículos, incluindo de caminhões, promoveram recentemente medidas de ajustes de produção diante de acumulo de estoques. As medidas incluíram programas de demissão voluntária e semanas mais curtas de trabalho. Segundo Moan, as exportações brasileiras de veículos representam cerca de 20 por cento da produção nacional.

O executivo afirmou que a questão da retomada das alíquotas integrais do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) em julho não foi discutida com a presidente.

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"A reunião nós pedimos para mostrar a conjuntura atual do setor e as preocupações a médio e longo prazos. Nós não viemos cobrar soluções, mas simplesmente retratar a situação real do setor", disse Moan.

"A única coisa que nós colocamos foi uma questão ligada a custos, que pode virar um aumento de preços e o único momento em que falamos de IPI é de uma preocupação de um aumento novo de preços (dos veículos) em função do IPI", afirmou.

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