Dilma: o grande erro dos Estados Unidos é achar que é possível deter a China
Para a ex-presidente Dilma Rousseff, a guerra entre China e Estados Unidos não é comercial, mas sim um disputa pela supremacia que “sempre ocorre quando você tem dois poderes, um que é o poder vigente e o outro que é o poder que está crescendo”. “O grande equívoco da avaliação americana é essa suposição de que eles podem deter o crescimento da presença chinesa”, avaliou Dilma. Assista na TV 247
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247 - A ex-presidente Dilma Rousseff conversou com a TV 247 sobre a guerra entre China e Estados Unidos que, para ela, é uma luta por supremacia. Dilma afirmou que os EUA, equivocadamente, avaliam que podem parar o crescimento da China, mas que os chineses têm uma política de soft power mais eficaz e um planejamento mais concreto.
“Acho que essa guerra é uma disputa que sempre ocorre quando você tem dois poderes, um que é o poder vigente e o outro que é o poder que está crescendo. Eles disputam a hegemonia em um sistema internacional. Isso tem suas diferenças com o que aconteceu entre a Grã-Bretanha disputava com a Alemanha, que deu a Segunda Guerra Mundial, mas eu acho que uma característica muito clara é de que não se trata de uma guerra comercial, se trata de uma guerra por supremacia”, explicou a ex-presidente.
Segundo Dilma, os EUA não podem deter o crescimento chinês. “Os Estados Unidos acham e acreditam que ainda podem deter a ascensão da China. O grande equívoco da avaliação americana é essa suposição de que eles podem deter o crescimento da presença chinesa na sua hegemonia por estar sendo a China, nos últimos anos, a dinâmica do crescimento internacional e por ter uma política de soft power muito mais efetiva e responsável do que qualquer coisa que os Estados Unidos tenham feito”.
“Há uma diferença entre os Estados Unidos e a China porque a China planeja”, disse Dilma Rousseff sobre a capacidade dos chineses em fazer projeções e traçar metas a longo prazo. “O que é que enfraquece os Estados Unidos? Os Estados Unidos hoje é o centro da financeirização. Como ele é o centro, ele está submetido a uma lógica de curtíssimo prazo, o lucro tem que ser trimestral, eles têm que valorizar as ações e essas ações rendem dividendos que serão distribuídos para os acionistas ou para a alta administração. As finanças dominam tudo, tudo, elas exigem um padrão de rentabilidade que é incompatível com o médio prazo, que é incompatível com o planejamento de longo prazo. É o que eles chamam de capitalismo trimestral. Acontece que a China se propõe ao desenvolvimento compartilhado mas, ao mesmo tempo, tem metas claras de chegar a ter acesso não só a melhor tecnologia possível, mas a maior inovação”.
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