"Dilma cancelar viagem aos EUA é marketing", diz Aécio
Para o tucano, esta era a “oportunidade de a presidente ter uma agenda afirmativa em defesa dos interesses do país”. “Ela opta, mais uma vez por privilegiar o marketing. E o curioso é que, ao que parece, a decisão foi tomada não em reunião com o ministro das Relações Exteriores - ele me parece ter sido comunicado –, mas em reunião com aqueles que formulam a estratégia eleitoral da presidente”, criticou
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247 – O senador Aécio Neves, presidenciável do PSDB, criticou a decisão da presidente Dilma Rousseff (PT) de cancelar a viagem aos Estados Unidos. Para ele, a posição tomada foi uma decisão pautada pelo "marketing". "Esta era a oportunidade de a presidente ter uma agenda afirmativa em defesa dos interesses do país", frisou
“Todos nós já demonstramos a nossa indignação em relação ao que ocorreu, a espionagem havida. Ela é inadmissível. Mas na nossa avaliação, seria muito mais adequado que a presidente dissesse isso objetiva e claramente ao presidente americano e aproveitasse esta viagem não apenas para enfrentar esta questão, mas para defender os interesses da economia e, até mesmo, de determinadas empresas brasileiras. Era a oportunidade de a presidente ter uma agenda afirmativa em defesa dos interesses do país. Ela opta, mais uma vez por privilegiar o marketing. E o curioso é que, ao que parece, a decisão foi tomada não em reunião com o ministro das Relações Exteriores - ele me parece ter sido comunicado –, mas em reunião com aqueles que formulam a estratégia eleitoral da presidente”, criticou.
Aécio disse que o ato de espionagem "é inadmissível”. “Dissemos isso de forma absolutamente clara. Neste instante, não existe governo e oposição. Existe uma nação que não aceita ser espionada”. O senador disse ser igualmente “inaceitável” que o governo brasileiro não tenha gasto sequer 10% da verba orçamentária aprovada com defesa cibernética. “Era uma demonstração de que o governo teria de estar dando também de preocupação com estas questões. Fica aqui uma sugestão à presidente da República para que façam investimentos previstos no Orçamento. Nem 10% foram feitos”, afirmou.
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