Díaz-Canel diz que imperialismo está jogando lenha na fogueira em conflito na Ucrânia

O conflito poderia ter sido evitado se as reivindicações da garantia de segurança da Federação Russa tivessem sido abordadas com seriedade e respeito, disse o líder cubano

16/09/2021
REUTERS/Gustavo Graf
16/09/2021 REUTERS/Gustavo Graf (Foto: GUSTAVO GRAF MALDONADO)


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247 - O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em pronunciamento nesta segunda-feira, fez um convite à reflexão sobre o fato de que o mundo vive um momento em que precisa de paz. Ele lembrou que ainda há mais de vinte países que não conseguiram vacinar nem 10% de sua população e que não sabem quando poderão vaciná-la; e lembrou que em todo o mundo apenas cerca de 61% da população foi vacinada com um calendário completo. Sabemos, afirmou, que enquanto a população mundial não for imunizada, a pandemia prevalecerá.

O mandatário lamentou a perda de vidas humanas no atual conflito no Leste Europeu, além dos danos materiais e da ameaça geral à paz e à segurança regional e internacional, informa o jornal Granma. 

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Para ele, este conflito é um assunto sério, de extrema complexidade, e cujas raízes históricas, inclusive as da história recente, não podem ser ignoradas, assim como não podem ser ignoradas as condições que levaram a esta situação, afirmou.

"Cuba defende firme e consistentemente o Direito Internacional, a Carta das Nações Unidas e a Proclamação da América Latina e do Caribe como zona de paz", reafirmou, e assegurou que: "Defendemos a paz em todas as circunstâncias e nos opomos sem ambiguidades ao uso da força contra qualquer Estado.

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Díaz-Canel explicou que um cerco militar ofensivo foi estabelecido contra a Rússia e denunciou que há décadas o governo dos Estados Unidos faz um consistente esforço para expandir seu domínio militar e hegemônico ao seu redor, através da expansão contínua da Otan para os países do Leste da Europa, ignorando os compromissos assumidos pelos líderes norte-americanos, europeus e soviéticos na década de 1990, após a desintegração da URSS. 

Este conflito poderia ter sido evitado se as reivindicações bem fundamentadas da garantia de segurança da Federação Russa tivessem sido abordadas com seriedade e respeito, argumentou.

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Díaz-Canel referiu que “pensar que a Rússia permaneceria indefesa face ao cerco militar ofensivo da Otan é, no mínimo, irresponsável. Levaram aquele país a uma situação extrema", disse, e considerou que continuar a usar as sanções económicas, comerciais e financeiras como instrumento de pressão contra qualquer país não resolve a crise atual, mas antes atira lenha na fogueira e agrava a situação de crise econômica internacional que já está profundamente afetada por estes difíceis dois anos de pandemia, acrescentou.

O líder cubano reafirmou que seu país continuará a defender uma solução diplomática séria e construtiva para a atual crise na Europa, que garanta a segurança e soberania de todos, bem como a paz, estabilidade e segurança regional e internacional, por meio de acordos. 

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