Dias decisivos para a Venezuela
Com a ausência do presidente, o quadro para a oposição do país é o melhor possível, certo? Em partes. Especialistas afirmam que este é o momento dos anti-Chávez ganharem musculatura
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As notícias não são nada animadoras para o front chavista. Pela primeira vez desde que assumiu a Presidência da Venezuela, em 1999, Hugo Chávez admitiu que pode deixar o comando. Isso por causa de um maldito câncer na região pélvica que insiste em não deixar o bolivariano em paz. Caso ele não assuma o posto em 10 de janeiro, novas eleições serão convocadas em até um mês.
O mais cotado para substituí-lo é o vice e chanceler Nicolás Maduro, tido como mais pragmático que seu chefe. Mas seu discurso desta quarta-feira nada teve de diferente das falas de Hugo. Partiu para o ataque contra a oposição, pediu uma Venezuela toda "vermelha" (cor do partido do governo) e rosnou contra o "imperialismo americano" (ainda existe essa expressão?).
O fato é que mesmo os militantes governistas já começam a se imaginar sem o "grande líder". Desesperados, tomaram ruas da capital Caracas em orações a Hugo Chávez. A força da fé pode mover montanhas, já disse um sábio certa vez.
Na hipótese (que ganha força a cada dia) de o bolivariano não conseguir chegar inteiro à Presidência, o quadro político venezuelano muda consideravelmente.
Mesmo que Chávez tenha pedido com todas as forças, no último sábado, o voto dos compatriotas a Maduro, é notório que seu provável sucessor não tenha o mesmo carisma. Os discursos inflamados do atual mandatário farão falta aos militantes.
Com tudo isso, o quadro para a oposição é o melhor possível, certo? Em partes. Especialistas afirmam que, realmente, é o momento dos anti-Chávez ganharem musculatura. O temor é que a falta de união e de um nome forte possa favorecer os leais a Hugo. Seria o tiro no peito da oposição.
Neste domingo teremos eleições para governador. Henrique Capriles, candidato derrotado nas presidenciais deste ano (mas o que mais deu trabalho para Chávez desde 1999), concorre em Miranda. Se não triunfar no Estado, que ganhou a atenção nacional, ficará inviável politicamente. As próximas semanas serão decisivas.
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