Piñera aumenta poder das Forças Armadas para reprimir protestos no Chile
Instituições armadas, que já vêm sendo acusadas de reprimir duramente as manifestações populares no país, ganharam neste domingo 24 aumento de efetivo policial e novas atribuições, conforme anúncio do presidente, Sebastián Piñera
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Sputnik - O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou neste domingo (24) que irá aumentar o efetivo policial e dar novas atribuições às Forças Armadas. O objetivo é conter a onda de protestos que abalam o país.
O presidente de centro-direita voltou a apoiar as duas instituições após uma semana em que elas foram duramente questionadas pela forma como reprimiram atos populares.
Em um discurso surpreendente, Piñera lamentou o número de civis mortos e feridos, sem especificar números, embora ele tenha enfatizado que "até o momento temos 2.171 carabineiros [polícia militar do Chile] feridos, alguns gravemente, e 154 quartéis de polícia atacados''.
Ele afirmou que esta semana enviará ao Congresso um projeto de lei que permite às Forças Armadas colaborar na proteção da infraestrutura do país. O objetivo, segundo o presidente chileno, é equiparar a legislação local com a de outros locais do mundo.
Ele também disse que a polícia chilena receberá nesta semana conselhos profissionais da polícia da Inglaterra, França e Espanha "para melhorar sua capacidade operacional, controle da ordem pública e proteção da segurança dos cidadãos''. Além disso, 4.354 policiais terão sua data de formatura antecipada para reforçar o efetivo das autoridades.
As manifestações começaram no Chile após o aumento no preço do metrô de Santiago, mas ampliaram a pauta e passaram a englobar assuntos como aposentadoria, sistema de saúde, educação, entre outros temas.
"A democracia tem o dever e a obrigação de se defender da violência destrutiva que causa tanto dano, com as armas da democracia e do Estado de direito", disse Piñera segundo a agência de notícias Associated Press.
A promotoria chilena investiga 26 mortes desde o início dos atos no país. Mais de 287 perderam a visão desde o início da repressão e outras 2.200 pessoas ficaram feridas durante as manifestações.
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