Desesperadas, famílias afegãs vendem filhas para não morrer de fome

O casamento infantil ocorre há séculos no Afeganistão, mas a pobreza extrema tem levado muitas famílias a recorrer a acordos cada vez mais cedo na vida das meninas

(Foto: Vatican News)


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247 - A guerra, a fome, a pobreza e o desespero estão levando famílias afegãs a venderem suas filhas ainda mais cedo. De acordo com reportagem do G1, pelo menos 15 famílias que vivem em acampamentos de refugiados e vilarejos,  venderam suas filhas por quantias de vão US$ 550 a US$ 4 mil para sobreviver.

Prática secular no país, o casamento infantil está acontecendo cada vez mais cedo. As meninas afegãs estão sendo vendidas, inclusive, por menos dinheiro, como forma de sobrevivência de suas famílias.

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Ainda de acordo com a reportagem, milhares de famílias deslocadas para a região de Shamal Darya, em Qala-i-Naw, na província de Badghis — uma das mais pobres do país que é um dos mais pobres do mundo — vivem esta trágica história.

A reportagem revela que a prática é comum nos campos de deslocados. Os responsáveis pelos acampamentos e aldeias contabilizam dezenas de casos desde a seca de 2018 — um número que só aumentou com a de 2021.

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