Desde março, ataques de Israel mataram 20 palestinos na Cisjordânia ocupada
Mais três palestinos foram mortos na Cisjordânia ocupada nesta quinta, em meio a uma nova onda de ataques de Israel através de operações descritas como “antiterroristas”
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247, com agências internacionais - Mais três palestinos foram mortos na Cisjordânia ocupada nesta quinta-feira, 14, em meio a uma nova onda de ataques de Israel, iniciada na semana passada com operações descritas como “antiterroristas”.
Segundo um comunicado do Ministério da Saúde palestino, "dois jovens morreram de ferimentos causados em um ataque israelense no distrito de Jenin", no Norte da Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967. Horas depois, mais uma morte foi confirmada, de um homem que foi "gravemente ferido por balas israelenses" na quarta-feira em Beita, ao sul de Naplusa.
Desde março, as tensões entre palestinos e israelenses têm aumentado. A partir do dia 22, organizações anti-Israel realizaram quatro ataques, deixando 14 mortos, após uma série de brutalidades cometidas pelas forças de Israel nas semanas anteriores.
Durante o mesmo período, as forças israelenses aumentaram a repressão contra a população árabe, com diversas agressões a árabes (registradas nas redes sociais), e a morte de, pelo menos, 20 palestinos, segundo contagem da AFP.
Desde janeiro deste ano, 36 palestinos foram mortos pelas forças israelenses de acordo com o Ministério da Saúde palestino.
Além disso, com as recentes operações, as tropas sionistas detiveram arbitrariamente 24 palestinos em vários bairros nas cidades ocupadas de Jerusalém, Hebron, Nablus e Tulkarm.
Conflito de 11 dias no ano passado
A escalada do conflito ocorre no auge do Ramadã, o mais importante feriado islâmico. No ano passado, agressões israelenses durante evento religioso muçulmano levaram a um revidamento de grupos palestinos e, em seguida, um bombardeio constante de Israel contra os árabes, com foco na Faixa de Gaza, causando centenas de mortes, inclusive de crianças e bebês. O conflito durou 11 dias e diversas cidades palestinas ficaram destruídas.
Greve geral
Os palestinos iniciaram uma greve geral nesta quinta-feira na cidade de Belém, na Cisjordânia, em protesto contra os contínuos crimes da ocupação israelense. De acordo com a agência de notícias palestina Ma'an, as forças nacionais palestinas convocaram este ataque após as práticas agressivas das tropas sionistas que causaram a morte de três cidadãos, incluindo o menino Qusai Hamamra, de 14 anos, que recebeu mais de 10 balas em seu corpo.
'Cumplicidade da comunidade internacional'
O Ministério das Relações Exteriores da Palestina condenou o silêncio da comunidade internacional, que, segundo a pasta, constitui cumplicidade, pois encobre os crimes contra os palestinos. O ministério acrescentou que as autoridades da ocupação transformaram suas forças em máquinas móveis para matar e oprimir palestinos.
A autoridade palestina considerou que os crimes da ocupação constituem crimes de guerra e crimes contra a humanidade, o que urge uma ação do Tribunal Penal Internacional para abrir uma investigação sobre os crimes da ocupação para detê-los.
*Com informações de AFP e SANA
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